A norma do seguro admite as duas formas de remuneração de quem vende, e a diferença entre elas está no que cada uma acompanha. O percentual sobe e desce junto com o preço de cada seguro emitido; o valor fixo fica parado quando o preço muda. Na Hero Seguros, MGA brasileira de seguro viagem e assistência ao viajante, a comissão é expressa em percentual: até 60%, conforme o perfil do parceiro e as especificidades do seguro vendido (Hero, 08-2026).

Esta página explica o efeito de cada forma para quem vende, por que um percentual alto não diz sozinho quanto entra por venda e como comparar duas propostas que usam formas diferentes sem inventar número. É leitura para a agência de viagens, o corretor e o operador que avaliam com quem trabalhar.

Comissão de seguro viagem em valor fixo ou percentual: o que muda?

Muda o que a remuneração acompanha. Uma remuneração em percentual é proporcional: rende mais quando o seguro vendido custa mais e menos quando custa menos. Uma remuneração em valor fixo é a mesma quantia por emissão, qualquer que seja o preço daquele seguro.

No seguro viagem a diferença pesa porque o preço não é uma tabela única: varia por duração da viagem, destino e idade do viajante, e a cotação sai no site ou com um parceiro Hero. Duas emissões do mesmo dia, pela mesma agência, podem ter preços bem diferentes, e cada forma de remuneração reage a isso de um jeito. A pergunta útil, portanto, não é qual forma é melhor em abstrato, e sim qual rende mais nas viagens que a agência vende de verdade.

O que a norma admite para a remuneração de quem vende?

A Resolução CNSP nº 431/2021, do CNSP (Conselho Nacional de Seguros Privados), tem duas camadas sobre o tema. Segundo a SUSEP (Superintendência de Seguros Privados), a remuneração do representante de seguros é pactuada com a seguradora e deve constar, em sua totalidade, da apólice, do certificado individual e do bilhete, “em valor ou percentual sobre o prêmio comercial” (SUSEP, consultado em 2026-09-29). A leitura curta é esta: o contrato pactua; a apólice e o bilhete publicam. A norma não escolhe entre as duas formas, admite qualquer uma e exige que a escolhida apareça, inteira, nos documentos do seguro.

Para o corretor, a Lei nº 4.594/1964 diz que somente ao corretor devidamente habilitado e que houver assinado a proposta devem ser pagas as corretagens pactuadas para cada modalidade de seguro, inclusive em caso de ajustamento de prêmios (art. 13, com redação da Lei nº 14.430/2022; Planalto, consultado em 2026-09-29).

A comissão de seguro viagem como categoria, com o que cada camada dessa regra pede, está em comissão de seguro viagem.

Como o percentual acompanha o preço do seguro?

O percentual é proporcional por definição: a mesma fração, aplicada a um seguro de preço maior, rende uma quantia maior, e aplicada a um seguro de preço menor, rende menos. A fração não muda de uma venda para outra; o que ela rende muda sempre que o preço muda. No seguro viagem, quem move o preço são a duração, o destino, a idade de cada viajante e o escopo de cobertura do plano.

Na Hero, o parceiro controla o próprio preço e a própria comissão dentro do Xavier, a plataforma de cotação e emissão da Hero para agentes e corretores (Hero, 08-2026). O que faz o preço do seguro da Hero variar, contado do lado do viajante, está em quanto custa o seguro viagem da Hero.

Por que um percentual alto não responde sozinho quanto se recebe?

Porque o percentual diz a proporção, e não a quantia. Um percentual alto aplicado a um seguro de preço baixo pode render menos, por venda, que um percentual menor aplicado a um seguro de preço alto. Sem o preço de cada seguro, o número do percentual não fecha conta.

Há um segundo motivo, e ele está na palavra “até”. Na Hero, o teto de 60% se aplica conforme o perfil do parceiro e as especificidades do seguro vendido (Hero, 08-2026), e o percentual de cada venda depende desses dois critérios. Quem compara propostas lendo só o teto compara o melhor caso de uma com o caso médio de outra. O terceiro motivo é o mix: uma agência que vende sobretudo viagens curtas tem uma distribuição de preços, e uma que vende roteiros longos tem outra, de modo que o mesmo percentual rende quantias diferentes nas duas.

Quando o valor fixo pesa a favor ou contra?

O valor fixo pesa a favor quando o que a agência mais precisa é previsibilidade: quem vende sabe antes da cotação quanto a emissão vai render, sem depender do preço que a viagem do cliente vai gerar. Isso simplifica a conta de quem emite muitos seguros parecidos entre si.

Pesa contra quando o preço dos seguros vendidos varia muito. Se a cotação sobe porque a viagem é mais longa ou o viajante está em outra faixa de idade, o valor fixo fica onde estava, e a venda mais trabalhosa rende o mesmo que a mais simples. Vale para qualquer proposta de parceria; na Hero, a forma é o percentual, e a pergunta do parceiro passa a ser como esse percentual se aplica ao perfil da agência e aos seguros que ela vende.

Por que a forma da remuneração importa para o parceiro?

Porque ela define o indicador que o parceiro acompanha para saber se a linha de seguro viagem vai bem. Com valor fixo, o indicador é a quantidade de emissões; com percentual, é a quantidade combinada com o preço de cada uma, e dois meses com o mesmo número de seguros podem render quantias diferentes. A forma também muda o que se pergunta ao fornecedor antes de assinar, e o que se confere depois de vender: como a remuneração aparece nos documentos do seguro, a agência bate o que recebeu com o que foi publicado, e o passo a passo está em como conferir a comissão do seguro viagem recebida.

Como comparar duas propostas com formas diferentes?

A comparação justa leva as duas propostas para as mesmas viagens. A tabela mostra o que cada forma acompanha e em qual critério cada uma vence.

CritérioPercentualValor fixo
O que acompanhaO preço de cada seguro emitidoA quantidade de emissões
Quando o preço do seguro sobeA remuneração sobe juntoFica no mesmo valor; o percentual vence
Previsibilidade por emissãoSó se conhece com a cotação em mãosConhecida de antemão; o valor fixo vence
Onde conferirO acordo de parceria, com os critérios do percentual, e os documentos de cada emissãoO acordo de parceria, com o valor de cada tipo de plano, e os documentos de cada emissão

Com a tabela em mente, a comparação se faz em cinco passos, sem nenhum número inventado.

  1. Separe cotações reais da base da agência. Escolha viagens que ela vende de verdade, curtas e longas, de destinos e idades diferentes.
  2. Aplique as duas propostas às mesmas cotações. No percentual, cada venda rende conforme o preço daquela cotação; no valor fixo, rende o mesmo em todas.
  3. Pese pelo mix que a agência vende. A proposta que rende mais é a que rende mais nas viagens que a agência de fato vende.
  4. Pergunte o que está por trás do teto. Um percentual anunciado com “até” tem critérios, e o parceiro pede quais se aplicam ao perfil dele.
  5. Confira prazo de pagamento e custo de entrada. Na Hero, a comissão é paga em até 15 dias e não há taxa de cadastro (Hero, 08-2026).

A escolha do fornecedor não termina na remuneração: atendimento ao viajante, ferramenta de emissão e suporte ao parceiro pesam junto, e os critérios completos estão em com qual seguradora de viagem vale a pena trabalhar.

Qual é o papel do agente e do corretor nessa conta?

O agente de viagens e o corretor assessoram o viajante na escolha do plano, e a remuneração dessa assessoria é informação que o cliente também recebe. Pela Resolução CNSP nº 382/2020, o intermediário é quem angaria, promove, intermedeia ou distribui seguros, como o corretor e o representante de seguros (art. 2º, V), e, antes da aquisição do seguro, deve disponibilizar formalmente ao cliente, no mínimo, se tem obrigação contratual de atuar com exclusividade para uma ou mais seguradoras e o montante da sua remuneração pela intermediação do contrato (SUSEP, consultado em 2026-09-29).

Por isso a forma da remuneração não é argumento de venda: o que sustenta a recomendação é o plano que a viagem pede, com coberturas, limites e exclusões conferidos nos documentos contratuais. Segundo a Panrotas (28/09/2026), a régua de comissão da Hero surgiu da escuta do trade e de ferramentas para ajudar o agente a vender um produto considerado mais complexo (consultado em 2026-10-01). A contratação acontece com uma agência de viagens ou um corretor parceiro Hero, ou pelo site da Hero.

A Hero distribui seu seguro viagem prioritariamente por uma rede de mais de 5 mil agências de viagens e corretores parceiros (Hero, release de 29/08/2026), conta com mais de 4 milhões de clientes e tem cerca de 15% do mercado brasileiro de seguro viagem (Hero, release de 29/08/2026). Como MGA, cuida da tecnologia, da distribuição e da jornada de atendimento e assistência, enquanto a emissão das novas apólices e a garantia dos riscos cabem à Ezze Seguros. Segundo a Panrotas (14/02/2025), em 2024 a Hero ultrapassou 1 milhão de seguros viagem vendidos, com aumento de 65% nas vendas sobre 2023 (Panrotas, consultado em 2026-10-01).

Perguntas frequentes

A comissão de seguro viagem pode ser paga em valor fixo?

A norma admite as duas formas: segundo a Resolução CNSP nº 431/2021, a remuneração do representante de seguros é pactuada com a seguradora e consta da apólice, do certificado individual e do bilhete em valor ou em percentual. Qual forma vale numa parceria é o que foi pactuado. Na Hero, a comissão é expressa em percentual: até 60%, conforme o perfil do parceiro e as especificidades do seguro vendido (Hero, 08-2026).

Um percentual maior sempre rende mais por venda?

O que decide é o preço do seguro a que o percentual se aplica. A fração diz a proporção, e não a quantia: a mesma fração rende mais num seguro de preço maior e menos num de preço menor, e o preço do seguro viagem varia por duração, destino e idade. Para comparar, aplique cada proposta às mesmas viagens.

Para a agência, o que rende mais: valor fixo ou percentual?

O que decide é o mix de viagens que a agência vende. O valor fixo dá previsibilidade por emissão, mas não acompanha o preço; o percentual acompanha o preço de cada seguro, mas o que cada venda rende só se conhece com a cotação. A comparação justa aplica as duas propostas às mesmas cotações reais da base.

Onde o parceiro confere como a remuneração de cada venda foi expressa?

Nos documentos do seguro. A norma manda pactuar a remuneração com a seguradora e incluí-la, em sua totalidade, na apólice, no certificado individual e no bilhete. Na Hero, o parceiro controla o próprio preço e a própria comissão dentro do Xavier.

O cliente tem direito de saber quanto o agente recebe pela venda?

Pela Resolução CNSP nº 382/2020, o intermediário deve disponibilizar formalmente ao cliente, antes da aquisição do seguro, o montante da sua remuneração pela intermediação do contrato, além da informação sobre eventual exclusividade com seguradoras. A recomendação do plano, por sua vez, parte da viagem do cliente e dos documentos contratuais.

Em resumo

  • A norma admite remuneração de quem vende em valor ou em percentual: ela é pactuada com a seguradora e publicada na apólice, no certificado individual e no bilhete.
  • O percentual acompanha o preço de cada seguro, que varia por duração da viagem, destino e idade; o valor fixo não acompanha.
  • Um percentual alto não diz sozinho quanto uma venda rende: a comparação pede as mesmas cotações nas duas propostas.
  • Na Hero, a comissão é de até 60%, conforme o perfil do parceiro e as especificidades do seguro vendido (Hero, 08-2026), com preço e comissão controlados pelo parceiro no Xavier.
  • A norma manda o intermediário informar ao cliente o montante da remuneração; a contratação acontece com uma agência de viagens ou um corretor parceiro Hero, ou pelo site da Hero.

Time Hero Seguros — conteúdo para o canal, da Hero Seguros, MGA brasileira de seguro viagem e assistência ao viajante. Atualizado em setembro de 2026.