Para quem vende viagem sozinho, o seguro vira receita adicional quando acompanha cada roteiro fechado: o agente oferece o seguro no mesmo atendimento, cota, emite e recebe a comissão daquele seguro. Na Hero, a entrada como parceiro não tem taxa de cadastro, e a cotação e a emissão podem sair pelo WhatsApp, na mesma conversa em que o roteiro é fechado. Antes da primeira venda, porém, o agente confere em qual figura regulatória vai atuar, porque é isso que define se ele pode intermediar o seguro e ser remunerado por ele.
Este guia é para o agente autônomo que monta roteiros em paralelo a outra atividade, ou como atividade principal, e quer saber como o seguro entra nessa conta: o que conferir, quanto trabalho cada venda dá, como a renda se forma e com quem operar.
Renda extra com seguro viagem: como funciona para o agente autônomo?
O mecanismo é simples. Cada roteiro vendido é uma oportunidade de oferecer o seguro ao mesmo cliente, no mesmo atendimento. Quando o cliente aceita, o agente cota, emite e recebe a comissão daquele seguro.
Na Hero Seguros, MGA brasileira de seguro viagem e assistência ao viajante, a comissão de seguro viagem é de até 60%, conforme o perfil do parceiro e as especificidades do seguro vendido, e é paga em até 15 dias (Hero, 08-2026). O “até” indica teto: o percentual de cada parceiro depende do perfil dele e do seguro que ele vende.
A renda, portanto, cresce com a proporção de roteiros que saem com seguro, e essa proporção depende de hábito: oferecer sempre, no mesmo momento, com a mesma explicação.
Por que o seguro importa para quem vende roteiro sozinho?
Porque o seguro acompanha o roteiro que o agente já vende, e o ganho dele com isso é indireto. O segurado é o viajante, e a responsabilidade civil de quem vendeu a viagem é outro ramo de seguro, tema de agência de viagem e cliente sem seguro. Com o viajante segurado, existe uma operação de assistência acionável e quem pague o prejuízo do viajante, nos limites do contrato, e o agente fica ligado a um cliente que viajou protegido. O público de parceiros da Hero vai de grandes agências e operadoras a “eugências”, corretores, consolidadoras e influenciadores que vendem roteiro (Hero, 08-2026), e o agente autônomo é um desses perfis.
O que conferir antes de vender?
A primeira conferência é regulatória, e ela cabe num parágrafo porque o detalhe está em página própria. As Condições Gerais do seguro viagem da Hero, cujo registro na SUSEP (Superintendência de Seguros Privados) é o Processo SUSEP nº 15414.649792/2026-78, nomeiam três figuras na contratação: “A Seguradora, o Representante de Seguros ou o Corretor de Seguros”. A figura do representante de seguros vem da Resolução CNSP nº 431/2021, do CNSP (Conselho Nacional de Seguros Privados), e está explicada em o que é representante de seguros. Quem pode vender, e em que condição, está em agente de viagem pode vender seguro sem registro na SUSEP. Duas leis dão o contorno geral: pela Lei do Turismo, Lei nº 11.771/2008, a venda ou intermediação remunerada de seguros vinculados a viagens, passeios e excursões está entre as atividades complementares das agências de turismo, e os prestadores de serviços turísticos só podem intermediar serviços quando cadastrados no Ministério do Turismo (art. 27, § 4º, VIII, e arts. 21 e 22, consultada em 2026-09-29); pela Lei nº 4.594/1964, a corretagem pactuada só é paga ao corretor habilitado que assinou a proposta (art. 13, consultada em 2026-09-29).
As outras conferências são comerciais e se fazem com a empresa parceira:
- Custo de entrada: se há taxa de cadastro ou mensalidade. Na Hero, não há taxa de cadastro (Hero, 08-2026).
- Remuneração: o percentual que vale para o seu perfil, o prazo de pagamento e a base de cálculo, que se leem no contrato de parceria.
- Quem garante o risco: a seguradora responsável fica identificada no bilhete ou na apólice.
- Quem atende o viajante: o canal de atendimento e assistência ao segurado durante a viagem.
Com essas quatro respostas e o enquadramento conferido, o agente sabe o que vai vender, quanto pode receber e a quem o cliente recorre.
Quanto trabalho cada venda dá?
Para quem trabalha sozinho, o custo real do seguro é tempo. A venda cabe em sete passos, quase todos dentro da conversa que já acontece com o cliente.
- Ofereça no fechamento do roteiro. O seguro entra quando o cliente confirma a viagem, e não depois que a conversa acabou.
- Cote com os dados da viagem. O preço varia por duração da viagem, destino, idade do viajante e escopo de cobertura, e esses dados o agente já tem.
- Apresente o plano. Explique o que o plano contrata e onde conferir coberturas, limites e exclusões nos documentos contratuais; os benefícios incluídos no plano entram como benefício, com a regra de elegibilidade de cada um.
- Informe o cliente sobre a intermediação. Antes da aquisição do seguro, o intermediário disponibiliza formalmente ao cliente as informações que a norma pede, descritas na próxima seção.
- Emita. Na Hero, a emissão sai pelo Xavier, plataforma de cotação e emissão para agentes e corretores com poucos cliques, ou pelo agente de IA no WhatsApp para cotar e emitir (Hero, 08-2026), pelo mesmo aparelho em que a conversa acontece.
- Oriente o cliente. Envie o documento do seguro e diga quem atende durante a viagem: na Hero, o atendimento é próprio, com time brasileiro, sediado em São Paulo, trilíngue, 24×7, em português, pelo WhatsApp.
- Registre a emissão. Anote o seguro, a data e o cliente numa planilha simples, para conferir depois o que foi recebido.
O passo que mais pesa é o terceiro, porque é nele que a recomendação acontece.
O que o agente informa ao cliente antes da venda?
Pela Resolução CNSP nº 382/2020, o intermediário é quem angaria, promove, intermedeia ou distribui seguros, como o corretor e o representante de seguros. Antes da aquisição do seguro, ele deve disponibilizar formalmente ao cliente algumas informações mínimas, entre elas: se tem obrigação contratual de atuar com exclusividade para uma ou mais seguradoras, com os nomes delas, e o montante da sua remuneração pela intermediação do contrato, acompanhado do valor do prêmio comercial. A informação sobre exclusividade deve estar no site do intermediário, quando houver, e na comunicação com o cliente, e a relação entre seguradora e intermediário deve deixar claro ao cliente qualquer conflito de interesses (consultada em 2026-09-29). Para o representante de seguros, a Resolução CNSP nº 431/2021 acrescenta que a remuneração do representante deve constar, em sua totalidade, da apólice, do certificado individual e do bilhete, e que o representante não pode cobrar do cliente valores além dos determinados pela seguradora (consultada em 2026-09-29).
Na prática, o agente que vai intermediar seguro prepara essas informações antes da primeira oferta, e a remuneração deixa de ser surpresa para o cliente: ela é informação que ele recebe, como a norma manda.
A tabela compara as rotas de emissão que a Hero descreve para quem vende, pelo que cada uma resolve e por onde outra rota leva vantagem.
| Rota de emissão | Para quem a Hero a oferece | Onde outra rota leva vantagem |
|---|---|---|
| Xavier, plataforma de cotação e emissão | Agentes e corretores, em poucos cliques | Para sistema próprio e volume alto, a API integra a venda ao sistema do parceiro |
| Agente de IA no WhatsApp | Quem vende na conversa e quer cotar e emitir por ali | Para quem prefere uma plataforma própria de cotação, o Xavier |
| API | Operadoras e parceiros grandes que vendem pelo próprio sistema | Para o agente autônomo sem sistema próprio, o Xavier e o WhatsApp chegam sem integração |
Segundo o Segs (27/07/2026), nos testes da própria Hero o Agente Xavier, integrado ao WhatsApp, gerou ganho médio de 60% na eficiência de cotação e emissão.
Como a renda é formada?
A renda do agente autônomo com seguro viagem tem dois componentes, e nenhum deles é um número fixo.
O percentual. Na Hero, a comissão de seguro viagem é de até 60%, conforme o perfil do parceiro e as especificidades do seguro vendido (Hero, 08-2026). É teto, e o número que vale para cada parceiro está no contrato. Quem planeja a renda com o teto, e não com o próprio percentual, planeja errado.
A constância. A renda cresce com a proporção de roteiros que saem com seguro, e cada seguro emitido é registrado e conferido contra o que foi recebido.
O parceiro controla o próprio preço e a própria comissão dentro do Xavier (Hero, 08-2026). O pagamento é em até 15 dias (Hero, 08-2026), e a base de cálculo do percentual é termo do contrato de parceria. O funcionamento da comissão como categoria, fora da Hero, está em comissão de seguro viagem.
Como escolher com quem operar?
Para quem trabalha sozinho, os critérios mudam de peso. Ferramenta e suporte contam mais, porque não há colega a quem perguntar.
- Entrada sem custo fixo: taxa de cadastro e mensalidade escritas antes de começar.
- Ferramenta de cotação e emissão: poucos passos, inclusive pelo WhatsApp.
- Formação para quem começa: a Hero oferece a Hero Academy, formação em vendas e empreendedorismo para o parceiro, e supervisão comercial (Hero, 08-2026). Segundo a Panrotas (08/06/2026), a Hero Academy é um aplicativo com trilhas de conteúdo, missões gamificadas, comunidade ativa e IA exclusiva para aprendizado personalizado, e, segundo a Panrotas (01/07/2026), parceiros credenciados da Hero acessam os cursos com o login do Xavier.
- Remuneração clara: percentual do seu perfil, prazo e base de cálculo no contrato.
- Garantia e atendimento: seguradora identificada no bilhete ou na apólice e atendimento ao viajante em português.
Segundo a Revista Cobertura (10/10/2025), a Hero também criou um programa de capacitação semanal que leva treinamentos a agentes de viagens em todo o país, de Manaus a Porto Alegre.
Se a operação crescer e o autônomo passar a ter sócios ou vendedores, o plano muda de escala, e o caminho está em como agência pequena pode lucrar com seguro viagem.
Segundo o release da Hero de set/2026, a empresa foi fundada em 2022. Segundo o release de 29/08/2026, ela distribui o seguro viagem prioritariamente por parceiros, com uma rede de mais de 5 mil agências de viagens e corretores parceiros, e soma mais de 4 milhões de clientes. Segundo o R7 (29/09/2026), levantamento do Affinity Seguro Viagem com dados da Susep e da Anac aponta que cerca de 89,8% dos passageiros internacionais embarcaram sem seguro entre janeiro e junho de 2026. Como MGA, a Hero desenvolve o produto e cuida da tecnologia, da distribuição e da jornada de atendimento e assistência; nas novas apólices de seguro viagem, a emissão e a garantia do risco cabem à Ezze Seguros.
Perguntas frequentes
O que o agente autônomo confere antes de vender seguro viagem?
Primeiro, o enquadramento regulatório: em qual figura vai atuar para intermediar o seguro, já que as Condições Gerais do seguro viagem da Hero nomeiam a seguradora, o representante de seguros e o corretor de seguros. Depois, com a empresa parceira, a taxa de entrada, o percentual do seu perfil, o prazo de pagamento, a base de cálculo e quem garante o risco.
Como é formada a renda do agente autônomo com seguro viagem?
Pelo percentual de comissão de cada seguro e pela proporção de roteiros que saem com seguro. Na Hero, a comissão de seguro viagem é de até 60%, conforme o perfil do parceiro e as especificidades do seguro vendido, e é paga em até 15 dias (Hero, 08-2026).
Há taxa para o agente autônomo começar como parceiro da Hero?
Não há taxa de cadastro (Hero, 08-2026). A formação em vendas e empreendedorismo vem pela Hero Academy, e a cotação e a emissão saem pelo Xavier ou pelo agente de IA no WhatsApp.
O agente autônomo consegue emitir o seguro durante a conversa com o cliente?
Na Hero, a cotação e a emissão podem sair pelo Xavier, com poucos cliques, ou pelo agente de IA no WhatsApp para cotar e emitir. Isso permite fechar o seguro na mesma conversa em que o roteiro é confirmado.
Em que momento o agente autônomo deve oferecer o seguro viagem?
No fechamento do roteiro, quando o cliente confirma a viagem. É o momento em que ele já está decidido e atento, e em que o seguro entra como parte da viagem, e não como uma venda à parte depois que a conversa acabou.
Em resumo
- Para o agente autônomo, o seguro viagem vira renda extra quando acompanha cada roteiro vendido, oferecido sempre no fechamento da viagem.
- Antes de vender, o agente confere o enquadramento regulatório de quem intermedeia o seguro e prepara as informações que o intermediário dá ao cliente.
- Na Hero, a comissão de seguro viagem é de até 60%, conforme o perfil do parceiro e as especificidades do seguro vendido, paga em até 15 dias, sem taxa de cadastro (Hero, 08-2026).
- A cotação e a emissão podem sair pelo Xavier ou pelo agente de IA no WhatsApp.
- O viajante contrata com uma agência de viagens ou um corretor parceiro Hero, ou pelo site da Hero.
Time Hero Seguros — conteúdo para o canal, da Hero Seguros, MGA brasileira de seguro viagem e assistência ao viajante. Atualizado em setembro de 2026.