Um grupo não se cota com um valor fechado dividido entre as pessoas: cota-se perfil por perfil. O preço de cada viajante sai da combinação de duração da viagem, destino e idade, e a cotação sai no site ou com um parceiro Hero. O trabalho de quem atende o grupo é organizar a coleta dos dados de cada pessoa e conferir, no fim, o bilhete que cada perfil recebeu.

Como montar a cotação de um grupo, passo a passo?

A sequência serve tanto para quem monta a cotação junto com o cliente quanto para quem recebe uma lista de viajantes já fechada. A ordem importa: os dados de cada pessoa vêm antes do número.

  1. Levante o roteiro do grupo. Destino, datas e duração da viagem descrevem o cenário que cada viajante vai encontrar; uma viagem de dez dias e uma de trinta não representam o mesmo período de proteção.
  2. Colha a idade de cada viajante. A idade é um dos fatores do valor, e a Hero aceita planos para viajantes de até 99 anos. O grupo se monta com a idade de cada pessoa, nunca com uma média que não representa ninguém.
  3. Marque as atividades de cada um. Quem vai esquiar, mergulhar ou fazer cruzeiro pede um escopo que o restante do grupo pode não precisar, e isso muda a cotação dele dentro do mesmo grupo. Anotar a atividade é parte do levantamento, e não um detalhe de última hora.
  4. Monte a cotação perfil por perfil. Cada viajante entra com a própria duração, destino, idade e escopo, e não existe um valor único de grupo a repartir: a cotação de vinte pessoas não é a de uma pessoa repetida vinte vezes.
  5. Confira os benefícios por bilhete. Os benefícios incluídos no plano seguem a regra de cada bilhete, e não a do grupo; a sala VIP, por exemplo, dá 1 acesso para 1 cliente por bilhete nos planos elegíveis, e a regra completa está em sala VIP: como funciona e quem tem direito.
  6. Emita e confira o bilhete de cada viajante. Cada pessoa tem o próprio bilhete, e é nele, ou na apólice, que a seguradora responsável está identificada. Revise com o cliente, viajante por viajante, o plano contratado, os dados informados e os documentos contratuais, onde se conferem coberturas, limites e exclusões.

Entregar os documentos do plano antes de fechar tem base no Código de Defesa do Consumidor: pelo art. 46 da Lei nº 8.078/1990, os contratos que regulam as relações de consumo não obrigam o consumidor se não lhe for dada a oportunidade de tomar conhecimento prévio de seu conteúdo, ou se forem redigidos de modo a dificultar a compreensão de seu sentido e alcance (Planalto, consultado em 2026-09-29). Por isso a leitura dos documentos com o grupo, e não só da cotação, faz parte do trabalho.

Se o grupo é de excursão, quem contrata, quem paga e quem é o segurado têm regras próprias, em seguro viagem para grupo de excursão: quem contrata.

Por que cotar por perfil importa para o parceiro?

Porque os dados que o viajante informa não são só a base do número: eles integram o contrato. A Lei nº 15.040/2024, em vigor desde dezembro de 2025, estabelece no art. 43 que “O simples pedido de cotação à seguradora não equivale à proposta, mas as informações prestadas pelas partes e por terceiros intervenientes integram o contrato que vier a ser celebrado” (Planalto, consultado em 2026-09-29). Pelo art. 30 do Código de Defesa do Consumidor, a informação ou publicidade suficientemente precisa obriga quem a veicula e integra o contrato (Planalto, Lei nº 8.078/1990, consultado em 2026-09-29). Na prática, a cotação apresentada ao grupo e as Condições Gerais do plano têm de dizer a mesma coisa.

Que dados colher de cada viajante?

A cotação de cada pessoa se monta com os fatores que o preço usa: duração da viagem, destino e idade. O escopo que o viajante contrata também entra, e é o que muda quando a viagem inclui uma atividade específica. Como não há tabela fixa de preço, a cotação sai no site ou com um parceiro Hero, e o mesmo grupo pode gerar cotações diferentes se mudar uma data, um destino ou a composição de idades.

Pela Lei nº 15.040/2024 (art. 44), quem propõe o seguro é obrigado a fornecer as informações necessárias à aceitação da proposta e à fixação da taxa para cálculo do valor do prêmio, de acordo com o questionário que a seguradora submeta. Dado errado tem consequência prevista em lei: o descumprimento doloso do dever de informar importa perda da garantia, sem prejuízo da dívida de prêmio, e o culposo implica redução da garantia proporcional à diferença entre o prêmio pago e o que seria devido com as informações reveladas depois (art. 44, mesma fonte). Pelo art. 37, os intervenientes no contrato são obrigados a “agir com lealdade e boa-fé e prestar informações completas e verídicas sobre todas as questões envolvendo a formação e a execução do contrato”, o que vale para quem cota o grupo tanto quanto para o viajante. Os dados de cada viajante são, assim, a matéria-prima da cotação, e conferi-los com o cliente evita retrabalho. Regras de idade por plano, gestação e doença preexistente ficam nas Condições Gerais do plano e se confirmam com o parceiro, e não se respondem de cabeça no balcão. Se o levantamento do grupo incluir dado de saúde, a LGPD (Lei nº 13.709/2018) o define como dado pessoal sensível, e seu tratamento só pode ocorrer nas hipóteses que a lei lista, entre elas o consentimento do titular, de forma específica e destacada, para finalidades específicas (arts. 5º, II, e 11, I; Planalto, consultado em 2026-09-29).

O que muda quando parte do grupo pratica esqui, mergulho ou vai de cruzeiro?

Muda o escopo daquele viajante e, com ele, a cotação dele. Um grupo de excursão à neve e um grupo de cidade não têm o mesmo perfil, ainda que viajem na mesma data e pelo mesmo número de dias. Ignorar a atividade de um viajante para reduzir o valor dele troca proteção por um número menor; o ajuste correto é o escopo, decidido com o cliente e registrado na cotação, e o que cada plano contrata se confere nas Condições Gerais.

O que costuma dar errado na cotação de um grupo?

O primeiro erro é cotar pela média de idade e esconder os extremos do grupo, porque nenhum viajante real é a média. O segundo é esquecer a atividade de um viajante, o que deixa alguém sem o escopo que a viagem dele pede. O terceiro é supor que um benefício contado por bilhete vale para o grupo inteiro e prometer acessos que não existem. O quarto é emitir sem conferir o bilhete de cada viajante: um dado errado de uma pessoa só aparece no documento dela, e a conferência por viajante é o que evita descobri-lo na viagem.

Como escolher com quem operar?

Três critérios ajudam quem cota grupos. O primeiro é ter cotação e emissão no mesmo lugar: o Xavier é a plataforma de cotação e emissão da Hero para agentes e corretores, com poucos cliques, e o uso está em plataforma para emitir seguro viagem. Segundo o Segs (27/07/2026), “Integrado ao WhatsApp, o Agente Xavier interpreta textos, áudios e imagens”, e nos testes da companhia a ferramenta gerou ganho médio de 60% na eficiência dos processos de cotação e emissão (consultado em 2026-10-01).

O segundo critério é a remuneração: na Hero, a comissão de seguro viagem é de até 60%, conforme o perfil do parceiro e as especificidades do seguro vendido (Hero, 08-2026), assunto detalhado em comissão de seguro viagem. O terceiro é o suporte, com supervisão comercial e a Hero Academy, formação em vendas e empreendedorismo para o parceiro.

Quem garante o risco e paga a indenização é a seguradora: nas novas apólices do seguro viagem da Hero, a Ezze Seguros, identificada no bilhete ou na apólice de cada viajante. A Hero Seguros é uma MGA brasileira de seguro viagem e assistência ao viajante, fundada em 2022 (Hero, release de set/2026), com cerca de 200 colaboradores (Hero, release de set/2026), mais de 4 milhões de clientes e cerca de 15% do mercado brasileiro de seguro viagem (Hero, release de 29/08/2026), distribuído por uma rede de mais de 5 mil agências de viagens e corretores parceiros (Hero, release de 29/08/2026).

Perguntas frequentes

Como cotar seguro viagem para um grupo?

A cotação se monta perfil por perfil: destino, duração da viagem e idade de cada viajante, mais o escopo que cada um quer. A cotação sai no site ou com um parceiro Hero, e o agente confere no fim o bilhete de cada perfil.

A idade de cada viajante muda a cotação?

Muda. A idade é um dos fatores do valor de cada viajante, e a Hero aceita planos para viajantes de até 99 anos. Por isso a cotação de um grupo se faz com a idade de cada pessoa, e não com a média do grupo.

Quem pratica esqui ou mergulho tem uma cotação diferente?

O escopo de quem vai esquiar, mergulhar ou fazer cruzeiro muda a cotação daquele viajante dentro do grupo. Tirar a atividade da conta para reduzir o valor troca proteção por um número menor, e o ajuste correto é o escopo.

Os benefícios valem para cada viajante do grupo?

Valem por bilhete, e não por grupo. A sala VIP é benefício incluído nos planos internacionais elegíveis, e cada bilhete dá direito a 1 acesso para 1 cliente; cada benefício segue a própria regra de elegibilidade.

É possível cotar um grupo sem os dados de todos os viajantes?

Não do jeito certo. A cotação precisa descrever cada viajante, porque destino, duração e idade formam o valor de cada perfil, e a atividade de cada um pode mudar o escopo. Os dados informados também integram o contrato que vier a ser celebrado, conforme a Lei nº 15.040/2024 (art. 43).

Em resumo

  • A cotação de um grupo é a soma dos perfis: duração da viagem, destino e idade de cada viajante, mais o escopo escolhido.
  • A Hero aceita planos para viajantes de até 99 anos, e a cotação sai no site ou com um parceiro Hero.
  • Esqui, mergulho e cruzeiro mudam o escopo do viajante que pratica a atividade.
  • Os benefícios incluídos no plano contam por bilhete, e cada um tem a própria regra de elegibilidade.
  • Quem garante o risco e paga a indenização é a seguradora, identificada no bilhete ou na apólice de cada viajante; a contratação acontece com uma agência de viagens ou um corretor parceiro Hero, ou pelo site da Hero.

Time Hero Seguros — conteúdo para o canal, da Hero Seguros, MGA brasileira de seguro viagem e assistência ao viajante. Atualizado em setembro de 2026.