Escolha a cobertura médica do seguro viagem por cinco critérios que se conferem no documento do plano: se há DMHO em viagem internacional, que é o mínimo que a regulação do seguro viagem exige; se a cobertura paga a estabilização de uma crise de doença preexistente ou crônica; se a indenização é por reembolso, por rede referenciada ou por ambos; qual é o capital de cada cobertura; e como o sistema de saúde do destino trata o turista. Entre planos, compare o capital de cada cobertura, lido nas Condições Gerais e no bilhete de cada um.

Os cinco passos, em ordem:

  1. Confirmar a DMHO. Em viagem internacional, o seguro deve oferecer pelo menos a cobertura de despesas médicas, hospitalares e/ou odontológicas.
  2. Ler a regra de doença preexistente ou crônica. A norma obriga a DMHO internacional a pagar a estabilização de uma crise que gere emergência ou urgência.
  3. Entender a forma de indenização. Reembolso, rede referenciada ou os dois, e o que acontece se a rede não puder ser usada.
  4. Ler o capital de cada cobertura. O capital segurado é o valor máximo de cada cobertura contratada, e não do seguro inteiro.
  5. Comparar com o sistema de saúde do destino. Em alguns países, o turista não tem acesso à saúde pública ou paga pelo atendimento.

Passo 1: confirme a cobertura de DMHO em viagem internacional

DMHO é a sigla de despesas médicas, hospitalares e/ou odontológicas em viagem. Pela Circular SUSEP nº 667/2022, essa cobertura indeniza as despesas do tratamento, sob orientação médica, ocasionado por acidente pessoal ou enfermidade súbita e aguda ocorrida durante o período de viagem, limitada ao capital segurado contratado; no reembolso, é beneficiário quem provar que arcou com as despesas cobertas (consultado em 2026-10-10).

A página de seguro viagem da SUSEP resume o piso: em viagem internacional, o seguro deve estar vinculado ao oferecimento, no mínimo, da DMHO em viagem, que “não poderá cobrir exclusivamente eventos ocasionados por acidentes pessoais” (consultado em 2026-10-10). O primeiro critério, portanto, é simples de checar: o plano lista a DMHO e ela cobre doença súbita e aguda, e não só acidente? O que cada cobertura do plano da Hero abrange está nas Condições Gerais, e a leitura delas está em como ler as condições gerais do seguro viagem.

Passo 2: veja o que o plano diz sobre doença preexistente ou crônica

Na viagem internacional, a Circular SUSEP nº 667/2022 obriga a cobertura de DMHO a pagar, até o capital segurado contratado, as despesas de estabilização do quadro clínico que permita ao segurado continuar a viagem ou voltar para casa, decorrentes de episódios de crise ocasionados por doença preexistente ou crônica, quando gerarem quadro de emergência ou urgência. O limite dessa cobertura é o capital contratado.

Para escolher, vale perguntar ao plano três coisas: se a cláusula de estabilização está escrita, qual é o capital que a paga e quais exclusões a acompanham. As exclusões, os limites e as regras de cada plano da Hero estão nas Condições Gerais do plano contratado, e o tema tem página própria em seguro viagem cobre doença preexistente.

Passo 3: entenda a forma de indenização, reembolso ou rede referenciada

A Resolução CNSP nº 439/2022 admite, para fins de indenização, preferencialmente o pagamento em dinheiro, no valor do capital segurado contratado, o reembolso de despesas ou a prestação de serviços, sem prejuízo de outras formas pactuadas (art. 16; consultado em 2026-10-10). O critério é saber qual dessas formas o plano adota, entre reembolso, rede referenciada ou outra combinação prevista nas condições contratuais.

Duas regras da Circular SUSEP nº 667/2022 ajudam a comparar. Quando a indenização da DMHO internacional é exclusivamente por rede referenciada, o segurado tem garantida, em emergência ou urgência, a possibilidade de reembolso das despesas feitas fora da rede ligadas à estabilização do quadro que permita a transferência para a rede; emergência é o atendimento imediato por risco de morte, e urgência é o atendimento que pode aguardar os casos emergenciais. E, quando a cobertura é só por rede referenciada, sem reembolso, a cláusula deve ser redigida de forma clara e em destaque, para evidenciar as limitações quanto à escolha do prestador, e as condições devem especificar o que ocorre se for impossível contatar ou usar a rede (art. 23 e § 1º).

O critério, então, é saber qual é o desenho do plano e achar, no texto, o destaque das limitações. A rede tem página própria em seguro viagem tem hospital credenciado ou qualquer hospital.

Passo 4: leia o capital de cada cobertura

Pela Resolução CNSP nº 439/2022, art. 2º, V, capital segurado é o “valor máximo para a cobertura contratada a ser pago pela sociedade seguradora na ocorrência do sinistro”. O ponto que muda a comparação é “para a cobertura contratada”: o capital é o limite de cada cobertura, separadamente, e a pergunta útil não é “qual o capital do seguro”, e sim “qual o capital da DMHO”. O mesmo texto exige que o início e o fim da vigência das coberturas constem do bilhete (art. 9º).

Um segundo ponto de leitura é a reintegração. A Circular SUSEP nº 667/2022 (art. 56) manda incluir cláusula que especifique se o capital segurado poderá ser reintegrado após o pagamento de indenização, e a reintegração “poderá ser facultativa, mediante eventual cobrança de prêmio adicional, ou automática”. Quem pretende usar a cobertura médica mais de uma vez na mesma viagem confere essa cláusula antes de contratar. A moeda do capital e a conversão do reembolso têm página própria, seguro viagem na Europa em euros ou dólares, e o piso que a Europa fixa para quem pede visto está em quanto de cobertura médica preciso para a Europa.

Passo 5: compare com o sistema de saúde do destino

O destino define quanto a cobertura médica do seguro pesa. No Canadá, a Embaixada do Brasil em Ottawa informa que o sistema público de saúde é voltado principalmente a cidadãos e residentes permanentes, e que turistas normalmente não têm cobertura pública provincial e “podem ter que pagar valores elevados por consultas, ambulância, exames, hospitalização e medicamentos” (consultado em 2026-10-10). A mesma fonte indica o 911 para emergências com risco à vida e o 811 para orientação de saúde não emergencial.

Na Argentina, pelo art. 8 da Lei de Migrações 25.871, na redação do Decreto 366/2025 (vigente desde 29/05/2025), a emergência não pode ser negada a nenhum estrangeiro, mas, nos estabelecimentos administrados pelo Estado Nacional, o atendimento habitual só é dado contra a apresentação de seguro de saúde ou o pagamento prévio, conforme o texto atualizado da norma (consultado em 2026-09-29). Em ambos os países, a pergunta que a cobertura médica do seguro responde é a mesma: quem paga o atendimento habitual de um turista.

A tabela reúne os cinco critérios e o que conferir em cada um:

CritérioO que a norma ou a fonte dizO que conferir no plano
DMHO em viagem internacionalCobertura mínima em viagem internacional, que não pode cobrir só acidentes pessoais (SUSEP)Se a DMHO cobre doença súbita e aguda, além de acidente
Doença preexistente ou crônicaA DMHO internacional paga, até o capital, a estabilização da crise que gere emergência ou urgência (Circular SUSEP nº 667/2022)A cláusula de estabilização, o capital que a paga e as exclusões
Forma de indenizaçãoReembolso a quem provar que arcou com a despesa; rede exclusiva exige cláusula em destaque sobre as limitações (Circular SUSEP nº 667/2022, art. 23)Se o plano é de reembolso, de rede ou dos dois, e o que ocorre se a rede falhar
Capital seguradoValor máximo para a cobertura contratada (Resolução CNSP nº 439/2022, art. 2º, V)O capital da DMHO, e não o do seguro inteiro, e a cláusula de reintegração
Sistema de saúde do destinoCanadá: turistas normalmente sem cobertura pública provincial; Argentina: atendimento habitual contra seguro ou pagamento prévioO capital da DMHO frente ao custo do atendimento no destino

Por que a cobertura médica importa tanto na escolha do plano?

Porque, em alguns destinos, o custo do atendimento de um turista recai sobre o próprio viajante. A Embaixada do Brasil em Ottawa orienta contratar o seguro antes de sair do Brasil e conferir se a apólice cobre hospitalização, atendimento de emergência, esportes e atividades específicas, condições preexistentes, incidentes envolvendo álcool ou drogas e contato 24 horas para autorização de despesas, o que transforma o critério em lista de verificação: cada item é uma cláusula a achar nas Condições Gerais. Por isso o capital da DMHO se compara com o custo do atendimento no destino, e não com o preço do plano.

O que levar à conversa com a agência ou o corretor?

A contratação acontece com uma agência de viagens ou um corretor parceiro Hero, que assessoram o viajante na escolha e conhecem o roteiro, ou pelo site da Hero. Leve o destino, a duração, a idade de quem viaja e a lista dos cinco passos acima, e peça as Condições Gerais para conferir cada cláusula por escrito. O preço se forma pela duração da viagem, o destino, a idade do viajante e o escopo de cobertura, e a cotação sai no site ou com um parceiro Hero.

No retrato que a própria empresa publica, a Hero Seguros atendeu mais de 4 milhões de clientes e tem cerca de 15% do mercado brasileiro de seguro viagem (Hero, release de 29/08/2026), com uma rede de mais de 5 mil agências de viagens e corretores parceiros (Hero, release de 29/08/2026).

Perguntas frequentes

O que significa DMHO no seguro viagem?

DMHO é a sigla de despesas médicas, hospitalares e/ou odontológicas em viagem, a cobertura que a regulação exige como mínimo em viagem internacional. O valor máximo que ela paga é o capital segurado contratado para essa cobertura.

O capital da cobertura médica é o limite do seguro inteiro?

Não: capital segurado é o valor máximo para a cobertura contratada, de modo que cada cobertura tem o seu próprio limite. Para a saúde em viagem, o número a comparar é o capital da DMHO, lido nas Condições Gerais e no bilhete.

Como o sistema de saúde do destino muda a escolha do seguro?

O que decide é quem paga o atendimento habitual de um turista. No Canadá, a Embaixada do Brasil em Ottawa informa que turistas normalmente não têm cobertura pública provincial; na Argentina, os estabelecimentos do Estado Nacional dão o atendimento habitual contra seguro de saúde ou pagamento prévio.

O que acontece se a rede referenciada não puder ser usada?

A Circular SUSEP nº 667/2022 manda que, quando a cobertura é só por rede referenciada, as condições contratuais especifiquem o que ocorre se for impossível contatar ou usar a rede. O texto do plano contratado traz essa cláusula.

O capital volta ao valor cheio depois de um sinistro?

A resposta está na cláusula do plano: a Circular SUSEP nº 667/2022 exige que ela diga se a reintegração do capital é possível, e a reintegração pode ser facultativa, mediante eventual cobrança de prêmio adicional, ou automática.

Em resumo

  • Em viagem internacional, o seguro deve oferecer pelo menos a DMHO, que não pode cobrir só acidentes pessoais.
  • A DMHO internacional paga, até o capital contratado, a estabilização de crise de doença preexistente ou crônica que gere emergência ou urgência.
  • Capital segurado é o valor máximo de cada cobertura contratada, e não do seguro inteiro.
  • Reembolso, rede referenciada ou ambos: a cláusula da rede exclusiva traz as limitações em destaque e o que ocorre se a rede falhar.
  • O destino conta: no Canadá, turistas normalmente não têm cobertura pública provincial; na Argentina, o atendimento habitual vem com seguro ou pagamento prévio.
  • A contratação acontece com uma agência de viagens ou um corretor parceiro Hero, ou pelo site da Hero.

Time Hero Seguros — conteúdo institucional da Hero Seguros, MGA brasileira de seguro viagem e assistência ao viajante. Atualizado em outubro de 2026.