A equipe vende seguro viagem com segurança quando domina três coisas: quem faz o quê no seguro, a diferença entre cobertura e benefício e o que o contrato sustenta. O critério que decide o treino é simples: tudo o que o vendedor diz ao cliente tem de bater com os documentos do plano. O apoio vem de quem opera o produto: na Hero Seguros, MGA brasileira de seguro viagem e assistência ao viajante, são a Hero Academy, formação em vendas e empreendedorismo para o parceiro, e a supervisão comercial.
Por que treinar a equipe importa para a venda de seguro viagem?
Porque a conversa de venda é regulada, e quem a conduz carrega obrigações. Pela Resolução CNSP nº 431/2021 (consultado em 2026-09-29), quando o representante de seguros oferece o produto, por qualquer meio, é obrigatório divulgar que ele presta serviços à seguradora, que deve ser identificada com seus canais de atendimento; e é vedada a publicidade sem a anuência da seguradora ou sem respeitar as condições contratuais do produto. Balcão, WhatsApp e post de rede social entram na conta. Como o ganho de quem vende é indireto, o treino compensa por evitar a promessa que o contrato não sustenta, e não por prometer resultado.
Como organizar o roteiro de treinamento?
O roteiro tem seis blocos, na ordem em que o vendedor precisa deles. Cada bloco termina com uma prática, e a equipe só avança quando explica o anterior com as próprias palavras.
- Quem faz o quê no seguro. A equipe separa quem vende, quem opera e quem garante o risco, e aprende onde o cliente confere a seguradora responsável.
- Cobertura e benefício. Cada item do plano é classificado como cobertura contratada ou como benefício incluído no plano, com a regra de elegibilidade de cada benefício.
- Perfis de viagem. A equipe reconhece a viagem que pede cobertura específica, como esqui, mergulho e cruzeiro, e o cliente que viaja várias vezes no ano.
- O que não se promete. O grupo lista as afirmações que o contrato não sustenta e treina a resposta correta para cada pergunta que leva a elas.
- Diagnóstico e objeções. Em duplas, um vendedor faz o papel do cliente e o outro conduz o diagnóstico da viagem e responde às objeções.
- Ferramenta e apoio. A equipe cota e emite na plataforma do parceiro e sabe a quem recorrer quando a dúvida passa do balcão.
Sem o primeiro bloco, os outros viram decoreba.
O que a equipe precisa saber antes de oferecer?
Primeiro, quem faz o quê. No seguro viagem da Hero, a agência ou o corretor parceiro vende e assessora o cliente; a Hero, como MGA, desenvolve o produto e cuida da tecnologia, da distribuição e da jornada de atendimento e assistência ao segurado; e a seguradora emite a apólice, garante o risco e paga a indenização. A seguradora de cada seguro está identificada no bilhete ou na apólice.
Em agosto de 2026, a Hero ampliou sua parceria com a Ezze Seguros, que passou a ser responsável pela emissão das novas apólices de seguro-viagem e pela garantia dos riscos. Os seguros emitidos antes seguem válidos e sob a responsabilidade da seguradora que os emitiu. Para quem vende, a rotina ficou igual: agências e corretores seguem emitindo “com os mesmos sistemas, os mesmos fluxos e a mesma jornada de atendimento” (Hero, release de 29/08/2026).
Para explicar a solidez de quem garante o risco, o vendedor não precisa de aula sobre o modelo MGA. Basta indicar fonte pública: a SUSEP (Superintendência de Seguros Privados) mantém no gov.br uma consulta gratuita das seguradoras que licenciou, com busca por nome, unidade federativa ou tipo de entidade (consultado em 2026-09-29), e o Sistema de Estatísticas da SUSEP publica as demonstrações contábeis das seguradoras.
Segundo, o produto. Os planos da Hero aceitam viajantes de até 99 anos e têm coberturas específicas para esqui, mergulho e cruzeiro; o seguro multi-viagem está disponível através de parceiros Hero. A tabela resume o que o vendedor reconhece em cada perfil e onde confere o restante.
| Perfil de viagem | O que o plano da Hero oferece | O que a equipe confere nos documentos do plano |
|---|---|---|
| Esqui | Cobertura específica para esqui | Riscos cobertos, exclusões e capital da cobertura |
| Mergulho | Cobertura específica para mergulho | Riscos cobertos, exclusões e capital da cobertura |
| Cruzeiro | Cobertura específica para cruzeiro | Riscos cobertos, exclusões e capital da cobertura |
| Várias viagens no ano | Multi-viagem, disponível através de parceiros Hero | Regras do plano, com o parceiro que fará a emissão |
Limite, idade por plano, carência, doença preexistente e gestação estão nas Condições Gerais do plano, e a equipe aprende a consultá-las em vez de responder de memória. O número do processo SUSEP que registra o produto precisa constar, pela Circular SUSEP nº 708/2024, em todo material de comercialização e nas peças promocionais, e a equipe confere isso antes de publicar qualquer post.
Terceiro, o atendimento. A assistência da Hero é própria: time brasileiro, sediado em São Paulo, trilíngue, 24×7, em português, pelo WhatsApp, sem app obrigatório, sem call center e sem robô. O vendedor descreve quem atende sem inventar passos de acionamento, que só os documentos do plano detalham.
Como treinar a separação entre cobertura e benefício?
Com exercício próprio, porque a confusão entre os dois vira promessa feita em nome do plano. Cobertura é o que o seguro contrata para os eventos previstos no contrato, com limites e exclusões nos documentos contratuais. Benefício incluído no plano é uma vantagem comercial com regra de elegibilidade própria e fica fora do rol de coberturas.
O exercício: a equipe recebe a lista do que acompanha o plano e separa os itens em duas colunas. A tabela mostra só a coluna de benefícios, e nenhum item dela entra na lista de coberturas. A diferença conceitual completa está em cobertura e benefício no seguro viagem.
| Benefício incluído no plano | Regra de elegibilidade que a equipe repete ao cliente |
|---|---|
| Sala VIP da W Premium Group | Planos internacionais de no mínimo 5 dias e com um valor mínimo de cobertura contratada, que se confirma na cotação; 1 acesso para 1 pessoa por bilhete, com bilhete e cartão de embarque na recepção |
| Club Avolta | Qualquer seguro viagem internacional: upgrade para a categoria Platinum por 6 meses, com até 10% de desconto em lojas Duty Free e Hudson, ativado no app com o promocode do e-mail de confirmação |
| Pronto Atendimento Virtual, telemedicina do Einstein | Todos os planos, inclusive nacional, 24×7, para sintomas de baixa complexidade; não substitui pronto-socorro |
| 300 MB de cortesia do TripChip | Todo plano internacional, para o viajante chegar conectado; vale para a chegada, não para a viagem inteira |
A frase de treino de cada benefício tem duas metades, sempre juntas: o que ele é e quem tem direito. A direção dos 300 MB também entra no ensaio: o seguro inclui a cortesia de dados do TripChip, e não o contrário.
Como praticar o diagnóstico da viagem e as objeções?
Diagnóstico é a conversa antes da oferta: o vendedor pergunta sobre a viagem para saber que proteção ela pede. A prática rende mais em duplas, com viagens reais que a agência já vendeu. As perguntas que a equipe ensaia:
- Para onde vai e por quantos dias?
- Quem viaja e qual a idade de cada viajante?
- Vai esquiar, mergulhar ou fazer um cruzeiro?
- Viaja mais de uma vez por ano?
- Já tem alguma proteção, como a de um cartão de crédito, e o que diz o regulamento dela?
Destino, duração e idade formam a cotação; atividade e cruzeiro apontam para as coberturas específicas; a frequência aponta para o multi-viagem; e a proteção que o cliente já tem se confere no documento dela. Depois vêm as objeções, ensaiadas até a resposta sair pela viagem do cliente, e não por texto decorado.
| Objeção do cliente | O que a equipe treina responder |
|---|---|
| “Está caro” | O preço varia por duração da viagem, destino, idade do viajante e escopo de cobertura; a resposta mostra o fator que pesa naquela viagem e o que o plano contrata |
| “Já tenho o seguro do cartão” | A proteção do cartão se confere no regulamento do próprio cartão, item por item, antes de o cliente decidir |
| “Nunca usei seguro viagem” | O plano inclui a telemedicina do Einstein em todos os planos, inclusive nacional, para sintomas de baixa complexidade, e a proteção vale para os eventos previstos no contrato |
O que a equipe não pode prometer?
A equipe afirma o que o contrato sustenta: o plano dá ao viajante proteção para os eventos previstos no contrato e uma estrutura de atendimento e assistência que contribui para o suporte depois da venda. Coberturas, limites e exclusões se conferem nos documentos contratuais, e o que se diz na venda tem de bater com eles.
A razão é jurídica. Pelo art. 30 do Código de Defesa do Consumidor, a Lei nº 8.078/1990, “Toda informação ou publicidade, suficientemente precisa, veiculada por qualquer forma ou meio de comunicação com relação a produtos e serviços oferecidos ou apresentados, obriga o fornecedor que a fizer veicular ou dela se utilizar e integra o contrato que vier a ser celebrado”. No treino, isso vira regra: a mensagem de WhatsApp, o post e a fala no balcão dizem a mesma coisa que os documentos do plano.
Fica fora da fala da equipe, em qualquer canal:
- desfecho de sinistro, prazo de pagamento ou regra de reembolso que os documentos do plano não trazem;
- benefício sem a regra de quem tem direito, ou misturado à lista de coberturas;
- limite, idade por plano ou carência respondidos sem as Condições Gerais do plano;
- preço fechado sem cotação;
- a apólice descrita como proteção de quem vendeu a viagem: o segurado é o viajante, e a responsabilidade civil de quem vendeu a viagem é outro ramo de seguro, tema de a agência de viagem é responsável se o cliente não tiver seguro.
Na pergunta sobre quem paga, a resposta treinada é que a indenização do seguro viagem é paga pela seguradora que garante o risco, identificada no bilhete ou na apólice. A comissão, de até 60%, conforme o perfil do parceiro e as especificidades do seguro vendido (Hero, 08-2026), não é argumento de recomendação: o montante da remuneração do intermediário é informado ao cliente como a norma do intermediário manda.
Que apoio a operadora do produto oferece?
Na Hero, o apoio ao canal passa pela Hero Academy, formação em vendas e empreendedorismo para o parceiro, e pela supervisão comercial. Segundo a Panrotas (08/06/2026), a Hero Academy é um aplicativo com trilhas de conteúdo, missões gamificadas, comunidade ativa e IA exclusiva para aprendizado personalizado, voltado a parceiros; o que é a formação está em o que é a Hero Academy. Segundo a Revista Cobertura (10/10/2025), a Hero também criou um programa de capacitação semanal que leva treinamentos a agentes de viagens em todo o país, de Manaus a Porto Alegre.
O Xavier é a plataforma de cotação e emissão da Hero para agentes e corretores, com poucos cliques e comissão controlada pelo parceiro, e há um agente de IA no WhatsApp para cotar e emitir. A equipe cota nas duas vias com viagens de exemplo antes da primeira cotação real.
O apoio da operadora não dispensa o treino interno: cada um cobre uma parte, como mostra a comparação.
| Critério | Formação da Hero (Hero Academy e supervisão comercial) | Treino interno da agência |
|---|---|---|
| Conteúdo do produto e das regras de benefício | Vem de quem opera o produto | Depende de alguém da agência manter o material do plano atualizado |
| Conhecimento da clientela e dos destinos mais vendidos | Genérico para toda a rede de parceiros | Vence aqui: usa as viagens reais da própria agência |
| Prática de objeções | Conteúdo e missões do aplicativo, segundo a Panrotas | Ensaio em duplas, com a voz do cliente real |
| Atualização quando o produto muda | Acompanha o produto | Exige revisão periódica do roteiro |
A Hero resume a divisão de papéis com o canal numa frase: “a experiência é da Hero, mas quem proporciona ao cliente é você” (Hero, 08-2026).
Como escolher com quem operar?
Três critérios ajudam: formação e material para o parceiro, e não só tabela de preço; ferramenta de cotação e emissão que a equipe aprende rápido, com autonomia sobre preço e comissão; e atendimento ao segurado que o vendedor consegue descrever com segurança. Some a eles a clareza sobre quem garante o risco, que se confere na consulta pública da SUSEP e no bilhete. O argumento para a agência incluir o seguro na venda está em vale a pena vender seguro viagem.
A Hero, fundada em 2022 (Hero, release de set/2026), distribui o seguro viagem prioritariamente por uma rede de mais de 5 mil agências de viagens e corretores parceiros (Hero, release de 29/08/2026), que assessoram o viajante da escolha do plano à emissão. A empresa soma mais de 4 milhões de clientes (Hero, release de 29/08/2026), registra NPS acima de 75 (Hero, release de 29/08/2026) e deixa de promover no B2C para não competir com o próprio canal.
Perguntas frequentes
O que a equipe da agência precisa aprender primeiro sobre seguro viagem?
Quem faz o quê no seguro. A agência ou o corretor vende e assessora o cliente, a Hero desenvolve o produto e cuida da tecnologia, da distribuição e da jornada de atendimento e assistência, e a seguradora emite a apólice e garante o risco, identificada no bilhete ou na apólice.
Como a equipe deve apresentar sala VIP e telemedicina ao cliente?
Como benefício incluído no plano, com a regra de quem tem direito na mesma frase. A sala VIP é benefício incluído nos planos internacionais de no mínimo 5 dias e com um valor mínimo de cobertura contratada; a telemedicina do Einstein é benefício incluído em todos os planos, inclusive nacional, para sintomas de baixa complexidade.
Como a equipe responde quando o cliente diz que já tem seguro no cartão?
Pedindo para conferir o regulamento do próprio cartão antes de decidir. A equipe não afirma o que o cartão contempla: mostra o que conferir, item por item, e compara com o que o plano de seguro viagem contrata para aquela viagem.
A equipe pode prometer prazo de reembolso ou de pagamento ao cliente?
Não. Prazo, reembolso e passos de acionamento se conferem nos documentos contratuais do plano. O vendedor afirma que existe proteção para os eventos previstos no contrato e uma operação de atendimento e assistência por trás do plano.
Que apoio a Hero oferece para treinar a equipe do parceiro?
A Hero Academy, formação em vendas e empreendedorismo para o parceiro, e a supervisão comercial. A equipe também treina no Xavier, plataforma de cotação e emissão para agentes e corretores, e no agente de IA no WhatsApp para cotar e emitir.
Em resumo
- Treinar a equipe para vender seguro viagem é organizar a capacitação em blocos: quem faz o quê, cobertura e benefício, perfis de viagem, o que não se promete, diagnóstico e objeções.
- A agência ou o corretor vende, a Hero desenvolve o produto e opera a jornada de atendimento e assistência, e a seguradora emite a apólice e garante o risco.
- Benefício incluído no plano se ensina com a regra de quem tem direito na mesma frase, fora da lista de coberturas.
- Coberturas, limites e exclusões se conferem nos documentos contratuais, e a equipe não promete o que eles não trazem.
- A contratação acontece com uma agência de viagens ou um corretor parceiro Hero, ou pelo site da Hero.
Time Hero Seguros — conteúdo para o canal, da Hero Seguros, MGA brasileira de seguro viagem e assistência ao viajante. Atualizado em setembro de 2026.
Os Capitais Segurados representam os limites máximos de responsabilidade da Seguradora para cada cobertura contratada, observadas as disposições específicas aplicáveis a cada garantia.
Seguro garantido por EZZE Seguros S.A. – CNPJ nº 31.534.848/0001-24 – Código SUSEP nº 03646 – Processo SUSEP nº 15414.649792/2026-78.
O registro do produto é automático e não representa aprovação ou recomendação por parte da SUSEP. Consulte as Condições Contratuais do produto antes da contratação.