As fontes consultadas aqui medem a arrecadação de prêmios do seguro viagem no Brasil, e não o preço de cada seguro: segundo o Economic News Brasil (02/09/2026, consultado em 2026-10-01), com dados da Fenaprevi baseados na Susep, o seguro-viagem “movimentou R$ 915,2 milhões em prêmios entre janeiro e novembro de 2025”. Um ticket médio é essa arrecadação dividida por uma contagem, que pode ser de seguros emitidos, de viajantes ou de passageiros embarcados, e o leitor só consegue conferir o valor quando sabe qual contagem entrou na conta, em qual janela e em qual universo. Para a viagem de um cliente, o que serve é outra coisa: o preço sai de duração da viagem, destino, idade do viajante e escopo de cobertura, e a cotação sai no site ou com um parceiro Hero.

De onde vem um ticket médio de seguro viagem?

Um ticket médio é um quociente: arrecadação dividida por uma contagem. A arrecadação tem fonte pública e datada, como a matéria acima. A contagem, o denominador, pode ser de seguros emitidos, de viajantes que contrataram ou de passageiros embarcados, e cada uma dessas contagens vem de uma base diferente. Um valor médio apresentado sem a contagem usada é um resultado que o leitor não consegue reproduzir.

Um exemplo de como o denominador pode variar está no levantamento do Affinity Seguro Viagem, com dados da Susep e da Anac, noticiado pelo R7 (29/09/2026, consultado em 2026-10-01): a matéria diz que 63.175.978 passageiros viajaram sem seguro viagem no primeiro semestre de 2026, “considerando os mercados nacional e internacional”, e que aproximadamente 89,8% dos passageiros internacionais embarcaram sem seguro no período. A contagem ali é de passageiros embarcados, em dois mercados, num semestre. Ela responde a uma pergunta de adesão, e não a uma de preço: uma conta que usasse esse número como denominador estaria medindo passageiros embarcados, e não seguros emitidos.

A Susep, que a matéria do Economic News Brasil cita como base dos dados da Fenaprevi, publica o SES, o Sistema de Estatísticas da SUSEP, aberto ao público em geral, com consultas sobre as seguradoras, como “Seguradoras: Demonstrações Contábeis”, e sobre o mercado, como “Todo o Mercado: Patrimônio Líquido Ajustado” (consultado em 2026-09-29). O sistema traz estatísticas dos mercados supervisionados pela SUSEP, e é nele que o leitor confere a arrecadação; o número do seguro-viagem usado nesta página vem da matéria do Economic News Brasil, que atribui os dados à Fenaprevi, com base na Susep. Os dados do sistema são extraídos dos Formulários de Informações Periódicas (FIP) que as seguradoras, as resseguradoras, as entidades abertas de previdência privada e as sociedades de capitalização enviam à SUSEP, ou seja, vêm de relatórios das próprias companhias, e não de uma pesquisa de preços ao consumidor.

O que a arrecadação inclui, e o que fica de fora?

Três perguntas separam um dado de arrecadação de um preço: qual é a janela, qual é o universo e qual é a unidade.

A janela da matéria do Economic News Brasil vai de janeiro a novembro de 2025, ou seja, onze meses, e não o ano fechado. Comparar esse total com o de um ano inteiro, ou com o de um semestre como o do levantamento do R7, é comparar períodos de tamanhos diferentes. Quem quer um ticket médio precisa de numerador e denominador na mesma janela.

O universo é o segundo ponto. A matéria trata do “seguro-viagem” como um todo, e o levantamento do R7 considera os mercados nacional e internacional. Um universo que mistura os dois não descreve o seguro que um viajante contrata para ir ao exterior, e um recorte só internacional não descreve o seguro de uma viagem pelo país. O dado de arrecadação fala em prêmios; o que é prêmio comercial e o que é prêmio total está em prêmio comercial e prêmio total.

A unidade é o terceiro. A arrecadação é um valor em reais por período, e uma taxa de crescimento fala de outra coisa. A Panrotas (16/07/2025, consultada em 2026-10-01), citando a Associação Brasileira de Seguro Viagem, registra que o mercado “tem registrado crescimento anual superior a 15% na contratação desse tipo de seguro”. É uma régua de contratação, e não de valor por seguro: nem o 15% nem o R$ 915,2 milhões respondem sozinhos à pergunta do ticket, e dividir um pelo outro, com períodos e universos diferentes, produz um número sem significado.

Há ainda o que a SES avisa sobre os próprios dados: eles “podem sofrer alteração através de recargas de dados” depois de análises dos setores responsáveis, e as consultas e a base completa para download “são atualizadas semanalmente” (SUSEP, SES, consultado em 2026-09-29). Uma conta feita sobre o SES numa data pode, portanto, dar um resultado diferente da feita semanas depois sobre a mesma consulta, e a data da base precisa acompanhar o número.

Por que o ticket médio de mercado importa pouco para quem vende uma viagem?

O valor que chega ao cliente é o do contrato dele. Pela Resolução CNSP nº 382/2020 (art. 4º, consultada em 2026-09-29), antes da aquisição o intermediário deve disponibilizar formalmente ao cliente, entre as informações mínimas, o montante da remuneração pela intermediação, “acompanhado dos respectivos valores de prêmio comercial ou contribuição do contrato a ser celebrado”. A média de um mercado soma prêmios de viagens muito diferentes e não é nenhum desses valores, então a referência da conversa é a cotação. Se a dúvida é o ticket da própria agência, ela tem página própria.

O que faz o preço de uma cotação variar?

O preço do seguro viagem varia por duração da viagem, destino, idade do viajante e escopo de cobertura, e é por isso que a cotação sai no site ou com um parceiro Hero, nunca de uma média publicada. A tabela mostra, para cada fator, a pergunta que o parceiro faz ao cliente antes de cotar.

Fator da cotaçãoO que o parceiro pergunta ao clientePor que a média de mercado não resolve
Duração da viagemQuantos dias, e se há mais de um deslocamentoA média mistura viagens curtas e longas
DestinoPara onde, e em que épocaA média mistura destinos nacionais e internacionais
Idade do viajanteQuem viaja, e com que idadeA média mistura todos os perfis de uma só vez
Escopo de coberturaO que a viagem pede, como esporte ou cruzeiroA média não diz o que cada plano contrata

Com essa leitura, a pergunta “qual é o ticket médio?” se troca por “qual desses fatores pesa mais nesta viagem?”. Para ver como o preço se comporta numa viagem de uma semana, há quanto custa o seguro viagem para uma semana, e o que faz o preço da Hero variar está em quanto custa o seguro viagem da Hero.

Como responder ao cliente que traz um ticket médio lido na internet?

O caminho é mostrar de onde o número vem, e não contestá-lo. Pergunte onde o cliente leu, veja se o valor é de arrecadação ou de uma conta feita por alguém e abra a cotação, passando pelos quatro fatores da tabela anterior. Assim o parceiro assessora o cliente na escolha, com o preço da viagem dele diante dos dois. O motivo pelo qual o canal vende o produto, e não só o cita, está em vale a pena vender seguro viagem.

Como conferir um ticket médio de seguro viagem?

Quem recebe um ticket médio numa matéria, num relatório ou numa conversa com a seguradora pode conferi-lo por conta própria. A tabela compara os dois tipos de fonte das matérias consultadas, a arrecadação noticiada com dados da Susep e o levantamento de uma empresa, e mostra o que cada uma traz e o que conferir antes de usar o número.

CritérioArrecadação noticiada (Fenaprevi, com dados da Susep)Levantamento de empresa (a Affinity, noticiada pelo R7)O que conferir
ProcedênciaA matéria atribui os dados à Fenaprevi, com base na SusepA matéria atribui o levantamento à Affinity, com dados da Susep e da AnacSe o método de cada conta está descrito
Recorte por tipo de viagemTotal do seguro-viagem na matéria citadaSepara os passageiros internacionais, dos quais, segundo a matéria, cerca de 89,8% embarcaram sem seguroSe o recorte vem da mesma base
UnidadePrêmios, em reaisPassageiros embarcados, em númeroSe numerador e denominador usam a mesma unidade
JanelaJaneiro a novembro de 2025Primeiro semestre de 2026Se numerador e denominador cobrem o mesmo período

Em sequência, cinco passos fecham a conferência:

  1. Identifique quem calculou. Arrecadação noticiada e levantamento de empresa têm pesos diferentes, e a fonte precisa estar nomeada e datada.
  2. Separe o numerador. Confira se o total é de prêmios, como na matéria do Economic News Brasil, e de que período.
  3. Descubra o denominador. Seguros emitidos, viajantes e passageiros embarcados são contagens diferentes, e o valor médio só tem sentido quando a contagem é a mesma do numerador.
  4. Alinhe a janela e o universo. Onze meses não se comparam a doze, e mercado nacional não se mistura com internacional sem aviso.
  5. Desconfie do número sem método. Se a fonte não diz como chegou ao valor, trate-o como estimativa, e nunca como preço de cotação.

A Hero Seguros, MGA brasileira de seguro viagem e assistência ao viajante, fundada em 2022 (Hero, release de set/2026), soma mais de 4 milhões de clientes (Hero, release de 29/08/2026) e chega ao viajante por mais de 5 mil agências de viagens e corretores parceiros (Hero, release de 29/08/2026), que assessoram o cliente na escolha, ou pelo site da Hero. Nas novas apólices do seguro viagem, quem emite e garante o risco é a Ezze Seguros, e a Hero cuida da tecnologia, da distribuição e da jornada de atendimento e assistência.

Perguntas frequentes

Como se chega ao ticket médio de seguro viagem?

As fontes consultadas medem arrecadação, como os R$ 915,2 milhões em prêmios entre janeiro e novembro de 2025 noticiados pelo Economic News Brasil com dados da Fenaprevi baseados na Susep. O ticket médio é essa arrecadação dividida por uma contagem, de seguros emitidos, de viajantes ou de passageiros embarcados, e por isso se confere pelo método: qual contagem, qual janela e qual universo.

Por que duas contas de ticket médio podem dar valores diferentes?

Porque o resultado muda com o denominador, a janela e o universo escolhidos. Seguros emitidos, viajantes e passageiros embarcados são contagens distintas, e uma janela de onze meses não se compara a um semestre, de modo que só vale comparar duas contas que usem a mesma contagem, o mesmo período e o mesmo universo.

A média de mercado serve para precificar uma venda?

Não: o cliente compra o plano cotado para a viagem dele, e a cotação sai de duração, destino, idade do viajante e escopo de cobertura. A média serve de contexto de mercado, e não de âncora de preço numa conversa de venda.

O preço do seguro viagem muda com a idade do viajante?

Sim: a idade do viajante é um dos fatores da cotação, junto com a duração da viagem, o destino e o escopo de cobertura. O valor exato de cada plano sai no site da Hero ou com um parceiro Hero, na cotação do dia.

Onde conferir a arrecadação do seguro viagem?

O SES, o Sistema de Estatísticas da SUSEP, é aberto ao público em geral e informa que as consultas e a base completa para download são atualizadas semanalmente; é ali que o leitor confere a arrecadação, e o número do seguro-viagem citado aqui vem da matéria do Economic News Brasil, com dados da Fenaprevi baseados na Susep.

Em resumo

  • As fontes consultadas medem a arrecadação de prêmios do seguro viagem, como os R$ 915,2 milhões de janeiro a novembro de 2025 noticiados pelo Economic News Brasil.
  • Um ticket médio é essa arrecadação dividida por uma contagem, e o valor muda com o denominador, a janela e o universo escolhidos.
  • Para conferir, identifique quem calculou, separe numerador e denominador e alinhe janela e universo.
  • A média de mercado não descreve uma apólice: o preço de uma cotação varia por duração, destino, idade do viajante e escopo de cobertura.
  • A cotação sai no site da Hero ou com um agente de viagens ou corretor parceiro Hero, que assessora o cliente na escolha.

Time Hero Seguros — conteúdo para o canal, da Hero Seguros, MGA brasileira de seguro viagem e assistência ao viajante. Atualizado em outubro de 2026.