Sim: a Hero Seguros, MGA brasileira de seguro viagem e assistência ao viajante, tem white label para agências de viagem que querem a própria marca na frente do cliente, e a Perrengue Chique é o caso público que a empresa cita. A marca própria muda o que o cliente vê, e não a função que a norma regula: a agência atua como corretor habilitado ou como representante por contrato com a seguradora, e quem oferece como representante identifica a seguradora na oferta.

O que é o white label da Hero Seguros para agência?

White label, no seguro viagem, é o formato em que a agência oferece o produto com a marca dela na frente do cliente final, apoiada numa estrutura que a Hero mantém por trás. A Hero, como MGA, desenvolve produto, tecnologia, distribuição e atendimento em parceria com diferentes seguradoras (Hero, release de set/2026); no white label, essa estrutura fica atrás da marca da agência, e o que o cliente compra continua sendo seguro viagem.

O caso público do formato é a Perrengue Chique, cuja marca comercial é “perrengue seguros”. Este guia cita só esse caso: não traz lista de agências que operam sob white label nem nomeia outro parceiro. Quem quer saber se o modelo existe em operação encontra nele a resposta; quem quer os termos de uma parceria precisa falar com a Hero.

O white label é um entre três formatos de canal que a Hero descreve: o Xavier, a API e a marca própria. A comparação entre eles está mais abaixo, e a pergunta específica de integração tem página própria em white label ou API de seguro viagem.

O mercado em que esse canal opera dá a medida do espaço: a Panrotas (16/07/2025), citando a Associação Brasileira de Seguro Viagem, registra crescimento anual superior a 15% na contratação de seguro viagem, e o R7 (29/09/2026), em levantamento do Affinity Seguro Viagem com dados da SUSEP e da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), aponta que cerca de 89,8% dos passageiros internacionais embarcaram sem seguro entre janeiro e junho de 2026 (consultados em 2026-10-01).

Quem garante o seguro dentro do white label?

Quem garante o risco do seguro viagem é a Ezze Seguros, que emite as novas apólices; a Hero cuida da tecnologia, da distribuição e da jornada de atendimento e assistência. A marca da agência não altera esse arranjo: a seguradora responsável está identificada no bilhete ou na apólice, e as Condições Gerais do plano correspondem ao Processo SUSEP nº 15414.649792/2026-78. Pela Circular SUSEP nº 708/2024 (em vigor desde 1º/1/2025; consultada em 2026-09-29), o número desse processo consta de apólices, bilhetes, material de comercialização e peças promocionais. Com ele, a consulta pública de produtos da SUSEP no gov.br (consultada em 2026-09-29) confirma se o plano está registrado e mostra as versões já comercializadas, com as datas de início e de fim. A diferença entre MGA e seguradora está explicada em o que é MGA e quem paga o sinistro do seu seguro viagem.

A norma segue a mesma linha para a figura do representante: pela Resolução CNSP nº 431/2021, art. 23 (consultada em 2026-10-10), a seguradora é solidariamente responsável pela atuação de seus representantes de seguros, e as duas ficam sujeitas às sanções cabíveis em caso de descumprimento.

Por que o white label importa para uma agência?

Porque ele troca quem aparece diante do cliente sem trocar quem entrega o produto, e a escala dessa entrega é dado de decisão. Segundo a Panrotas, em 14/02/2025, a Hero “ultrapassou a marca de 1 milhão de seguros viagem vendidos, com um aumento de 65% nas vendas em comparação a 2023”, e a distribuição passa por mais de 5 mil agências de viagens e corretores parceiros (Hero, release de 29/08/2026). A escolha entre indicar o seguro, vender pelo Xavier ou operar com marca própria é uma escolha de posição na relação com o cliente: o white label põe o nome da agência como porta de entrada do seguro viagem, com a estrutura da Hero atrás. O ganho comercial está na comissão, tratada adiante, e a responsabilidade pela oferta acompanha o papel regulatório da agência.

O que a agência precisa ter para operar white label?

O white label muda a marca, não a função regulatória. A Lei do Turismo (Lei nº 11.771/2008, consultada em 2026-09-29) lista, entre as atividades complementares das agências de turismo, a venda ou a intermediação remunerada de seguros vinculados a viagens (art. 27, § 4º, VIII), e obriga os prestadores de serviços turísticos ao cadastro no Ministério do Turismo (art. 21, II, e art. 22). Quem promove ou distribui o seguro atua, porém, como corretor ou como representante de seguros, e cada figura tem o seu regime, resumido na tabela.

CritérioCorretorRepresentante de seguros
O que éIntermediário legalmente autorizado a angariar e promover contratos de seguro, pessoa física ou jurídica (Decreto-Lei nº 73/1966, art. 122, consultado em 2026-10-10)Pessoa jurídica que promove, oferta ou distribui seguros à conta e em nome de uma seguradora (Resolução CNSP nº 431/2021, art. 1º, consultada em 2026-10-10)
O que habilitaPrévia habilitação técnica e registro em entidade autorreguladora ou na SUSEP (Superintendência de Seguros Privados), nos termos do CNSP (Lei nº 4.594/1964, art. 2º, consultada em 2026-09-29)O contrato de representação firmado com a seguradora, e só nos poderes que ele delimita (art. 6º da Resolução CNSP nº 431/2021)
Como é remuneradoCorretagem paga só ao corretor habilitado que assinou a proposta (art. 13 da Lei nº 4.594/1964)Remuneração pactuada com a seguradora, que consta em sua totalidade da apólice, do certificado e do bilhete (Resolução CNSP nº 431/2021)
O que informa ao clienteAntes da compra, o montante da remuneração e a eventual exclusividade com seguradoras (Resolução CNSP nº 382/2020, art. 4º, consultada em 2026-09-29)O mesmo, por ser intermediário, e ainda “a divulgação de sua condição de prestador de serviços da sociedade seguradora”, com a seguradora identificada e seus canais de atendimento (art. 12 da Resolução CNSP nº 431/2021)

As duas funções não se misturam: a mesma resolução veda que o corretor de seguros e seus prepostos atuem como representante (art. 2º). O white label convive com a regra do representante, porque a oferta sai com o nome da agência e com a identificação da seguradora. O representante também não pode fazer publicidade nem promoção de produto de seguro sem a anuência prévia da seguradora, nem sem respeitar as condições contratuais do produto, e no white label, em que a comunicação leva o nome da agência, essa anuência pesa em toda peça de divulgação. Para os seguros de pessoas, a Circular SUSEP nº 667/2022 (consultada em 2026-09-29) manda divulgar as peças promocionais sob supervisão da seguradora, que “se responsabiliza pelas informações contidas na publicidade do produto”, e exige em todo material de comercialização o aviso de que o registro do produto é automático e não representa aprovação nem recomendação da SUSEP. A diferença entre as figuras está detalhada em o que é representante de seguros.

Fora a função regulada, a Hero oferece à rede de parceiros a Hero Academy, formação em vendas e empreendedorismo. Segundo a Panrotas, em 01/07/2026, os parceiros credenciados da Hero acessam os cursos com o login do Xavier. O detalhe do programa está em o que é a Hero Academy.

Xavier, API ou white label: qual formato serve a cada agência?

Os três formatos são da Hero e atendem a perfis diferentes. A tabela compara só o que a Hero descreve de cada um.

CritérioXavierAPIWhite label
Para quem a Hero o descreveAgentes de viagem e corretores que cotam e emitemOperadoras e parceiros grandes que vendem pelo próprio sistemaAgências que querem a marca própria na frente do cliente
O que o parceiro controlaO próprio preço e a própria comissão, dentro do XavierA venda dentro do sistema que já é deleA marca que o cliente final vê
Quando esse formato venceQuando a agência quer cotar e emitir em poucos cliquesQuando a operação já tem sistema próprio de vendasQuando a marca da agência como porta de entrada é o objetivo
O que a fonte sustentaGanho médio de 60% na eficiência de cotação e emissão, nos testes da própria Hero (Segs, 27/07/2026)A descrição de canal da Hero: venda pelo sistema do próprio parceiroUm caso público, a Perrengue Chique; sem lista de agências

A linha do Xavier tem origem numa matéria do Segs, de 27/07/2026: “Nos testes da companhia, a ferramenta gerou ganho médio de 60% na eficiência dos processos de cotação e emissão”. O número é de teste interno, atribuído à própria Hero, e não vale como resultado de qualquer agência. A ferramenta em si está descrita em Xavier, a plataforma de cotação e emissão da Hero, e a integração por sistema próprio, em API de seguro viagem para integrar no site da agência.

Como a comissão funciona no white label?

A Hero informa comissão de seguro viagem de até 60%, conforme o perfil do parceiro e as especificidades do seguro vendido (Hero, 08-2026). É o único número publicado, e a fonte não traz tabela por volume nem por formato: os fatores que ela nomeia são o perfil do parceiro e o seguro vendido, e a marca própria não aparece entre eles.

A remuneração não fica fora do que o cliente recebe. Pela Resolução CNSP nº 431/2021, a remuneração do representante é pactuada com a seguradora e deve constar, em sua totalidade, da apólice, do certificado individual e do bilhete, e é vedado ao representante cobrar do segurado valores do produto além dos que a seguradora determinou. E, pela Resolução CNSP nº 382/2020 (consultada em 2026-09-29), antes da aquisição do seguro o intermediário informa formalmente ao cliente o montante da sua remuneração pela intermediação do contrato. A leitura completa da remuneração, com o que cada documento informa, está em comissão de seguro viagem e, para conferir o que chegou, em como conferir a comissão do seguro viagem recebida.

O que olhar antes de fechar o white label?

Seis pontos se conferem em documento e um se pede por escrito ao comercial:

  • A função da agência. Corretor com habilitação e registro, ou representante com contrato de representação assinado com a seguradora.
  • A identificação da seguradora na oferta. O representante divulga a condição de prestador de serviços da seguradora e informa os canais de atendimento, mesmo sob marca própria.
  • A anuência da seguradora para a comunicação. Publicidade e promoção do produto exigem anuência prévia, e cada peça da agência entra nessa regra.
  • A relação de representantes no site da seguradora. O art. 16 da Resolução CNSP nº 431/2021 manda a seguradora manter em seu site a relação atualizada de seus representantes, com razão social, nome fantasia, CNPJ, endereço da sede e canais de atendimento.
  • O registro do produto. O número do processo SUSEP consta do bilhete e abre a consulta pública do gov.br, que mostra se o plano está registrado e quais versões já foram comercializadas.
  • A remuneração no bilhete. O valor ou o percentual da remuneração do representante consta do documento, em sua totalidade.
  • Prazo de integração e custo de adesão. A Hero não publica os dois: peça-os por escrito ao comercial antes do fechamento.

Para a decisão mais ampla de montar uma operação de seguro viagem, com marca própria ou sem ela, vale ler vale a pena vender seguro viagem.

A Hero Seguros, fundada em 2022, atendeu mais de 4 milhões de clientes e tem cerca de 15% do mercado brasileiro de seguro viagem (Hero, release de 29/08/2026). O modelo é B2B2C: a venda passa prioritariamente pela rede de agências e corretores parceiros, que assessoram o viajante na escolha do plano, e o white label é uma forma de a agência fazer isso com a própria marca.

Perguntas frequentes

Quando o white label vale mais a pena do que vender pelo Xavier?

O que decide é de quem é a marca na frente do cliente: no Xavier, a agência cota e emite e controla o próprio preço e a própria comissão dentro da plataforma; no white label, a marca que o cliente vê é a da agência, com a estrutura da Hero atrás. A função regulatória da agência, corretor ou representante, segue a mesma nos dois formatos, e a comparação completa está em white label ou API de seguro viagem.

A agência de viagens precisa de registro para operar white label?

O que decide é a função que a agência exerce. Como corretor, ela precisa de prévia habilitação técnica e de registro em entidade autorreguladora ou na SUSEP (Lei nº 4.594/1964, art. 2º); como representante de seguros, atua pelo contrato de representação com a seguradora e, ao ofertar, divulga que é prestadora de serviços dela e identifica a seguradora e seus canais (Resolução CNSP nº 431/2021, art. 12), com marca própria ou sem ela. A diferença entre as duas figuras está em diferença entre corretor de seguros e representante de seguros.

O white label muda quem garante o seguro?

Não. A marca visível ao cliente é a da agência, mas o risco do seguro viagem continua com a seguradora que o garante, identificada no bilhete ou na apólice e nas Condições Gerais do plano, enquanto a Hero cuida da tecnologia, da distribuição e da jornada de atendimento e assistência.

Que caso de white label a Hero cita publicamente?

A Perrengue Chique, de marca comercial “perrengue seguros”, é o caso público de white label que a Hero cita. O caso mostra que o formato opera, e os termos de cada parceria ficam com o comercial da Hero, já que este guia não publica lista de outras agências.

A comunicação da agência com marca própria precisa da aprovação da seguradora?

Sim, no caso do representante: ele não pode fazer publicidade nem promoção de produto de seguro sem a anuência prévia da seguradora (Resolução CNSP nº 431/2021), e a Circular SUSEP nº 667/2022 manda divulgar as peças promocionais dos seguros de pessoas sob supervisão da seguradora, que se responsabiliza pelas informações da publicidade do produto.

A comissão do white label é diferente da dos outros parceiros?

A Hero publica um único número, de até 60%, conforme o perfil do parceiro e as especificidades do seguro vendido, e a fonte não cita o white label como fator que altere esse teto. O que a norma exige de quem representa a seguradora, a remuneração constar do bilhete, vale para a agência com marca própria como para qualquer outra, e o detalhe está em comissão de seguro viagem.

Em resumo

  • A Hero tem white label de seguro viagem para agências, e a Perrengue Chique é o caso público do formato.
  • A Ezze Seguros garante o risco do seguro viagem, e a marca da agência não muda isso.
  • A função regulatória segue valendo: corretor com habilitação e registro, ou representante por contrato que identifica a seguradora na oferta e só divulga o produto com a anuência dela.
  • A comissão chega a até 60%, conforme o perfil do parceiro e as especificidades do seguro vendido.
  • O número do processo SUSEP, que consta do bilhete, permite conferir o registro do produto na consulta pública do gov.br.

Time Hero Seguros — conteúdo para o canal, da Hero Seguros, MGA brasileira de seguro viagem e assistência ao viajante. Atualizado em outubro de 2026.