O preço da linha do seguro num pacote é o preço do plano cotado para aquela viagem, e não uma fração do hotel, do aéreo ou do total vendido. A cotação parte de duração, destino, idade de cada viajante e escopo do plano; na Hero Seguros, MGA brasileira de seguro viagem e assistência ao viajante, o parceiro controla o próprio preço e a própria comissão dentro do Xavier. O seguro vendido junto se formaliza em documento próprio e apartado, e o que o anúncio do pacote diz com precisão sobre ele vincula quem anuncia.
Este guia é para a agência de viagens e a operadora que montam pacotes e querem uma regra clara para a linha do seguro: de onde vem o número, quem o define na emissão, como montar a linha passo a passo e o que não pode dar errado no anúncio.
A agência pode vender o seguro dentro do pacote, e o que a norma pede?
Pode. A Lei do Turismo lista, entre as atividades complementares das agências de turismo, a venda ou intermediação remunerada de seguros vinculados a viagens, passeios e excursões e de cartões de assistência ao viajante (Lei nº 11.771/2008, art. 27, § 4º, VIII, consultado em 2026-09-29). O que decide a forma da venda é a formalização: o CNSP (Conselho Nacional de Seguros Privados) trata do tema na Resolução CNSP nº 431/2021, cujo parágrafo único do art. 13 exige que a formalização da contratação do seguro se dê por documento próprio e apartado dos documentos relacionados à aquisição do bem ou serviço. O seguro pode estar no pacote; o registro da contratação dele não se mistura com o do pacote.
Essa separação não é defeito de jornada. É a garantia de que houve escolha pelo seguro.
A resolução trata da figura do representante de seguros, e é a esse intermediário que as regras de remuneração se dirigem. Pelo art. 10, a remuneração é pactuada com a seguradora (caput) e deve ser incluída na apólice, no certificado individual e no bilhete, em sua totalidade (parágrafo único). Contrato pactua; apólice e bilhete publicam. A mesma norma veda ao representante cobrar do segurado valores relativos ao produto de seguro além dos que a seguradora determinou por sua atuação como representante (SUSEP, consultado em 2026-09-29). Para a agência que atua nessa condição, a consequência é que a remuneração da linha do seguro aparece nos documentos da emissão, e não escondida no preço do pacote.
Se o canal pode cobrar do cliente uma taxa pela venda do seguro é pergunta respondida em comissão de seguro viagem.
Do que é feito o preço do seguro?
O preço do seguro viagem não vem de tabela fixa: o preço varia por duração da viagem, destino e idade, e a cotação sai no site ou com um parceiro Hero. O escopo do plano escolhido é o quarto fator. A tabela mostra o que cada um deles significa para quem monta o pacote, e põe ao lado a alternativa de usar um peso fixo sobre o total:
| Critério | Preço pela cotação da viagem | Peso fixo sobre o pacote |
|---|---|---|
| Duração, destino e idade de cada viajante | Entram na conta, com os dados que o pacote já tem | Não entram: o seguro sobe com o hotel e o aéreo |
| Escopo do plano | O roteiro pede, o plano acompanha | Fica fora da conta |
| Linha identificada no orçamento | O cliente vê o plano cotado e o preço dele | Valor sem nome, embutido no total |
| Rapidez de montar o orçamento | Exige cotar a cada viagem | Vence: dispensa a cotação, ao custo de se descolar da viagem |
A última linha é a razão de o peso fixo existir, e é também a que o torna frágil: ele poupa a cotação, que é justamente o dado que a agência já tem. Duração, destino e idades estão no roteiro fechado; a agência não precisa estimar o preço do seguro, precisa cotá-lo.
O que faz o preço do seguro da Hero variar, contado do lado do viajante, está em quanto custa o seguro viagem da Hero.
Quem define preço e comissão na emissão?
A cotação e o controle de preço estão em camadas diferentes. A cotação diz do que o preço do plano é feito: os quatro fatores acima. O Xavier, plataforma de cotação e emissão da Hero para agentes e corretores, diz quem decide a oferta dentro da plataforma: o parceiro controla o próprio preço e a própria comissão. A proposta ao canal é essa autonomia, com a cotação da viagem como ponto de partida da linha do seguro.
A comissão de seguro viagem na Hero é de até 60%, conforme o perfil do parceiro e as especificidades do seguro vendido (Hero, 08-2026). As comissões são pagas em até 15 dias, e não há taxa de cadastro (Hero, 08-2026).
Para cotar e emitir, a Hero oferece também um agente de IA no WhatsApp e, para operadoras e parceiros grandes, uma API para venderem pelo próprio sistema. Em qualquer um desses canais, o ponto de partida é a cotação da viagem.
Por que o preço da linha do seguro importa para a agência?
Porque é nessa linha que o plano, o preço e a remuneração se encontram diante do cliente. Pela Resolução CNSP nº 382/2020, antes da aquisição do seguro o intermediário deve disponibilizar formalmente ao cliente o montante da sua remuneração pela intermediação do contrato, e deve deixar claro qualquer conflito de interesses (SUSEP, consultado em 2026-09-29). Uma linha com o plano identificado e o preço da cotação mostra que a proteção foi pensada para aquela viagem; uma linha com valor genérico levanta a pergunta “que seguro é esse?”. Com o viajante segurado, existe uma operação de assistência acionável e existe quem pague o prejuízo dele, nos limites do contrato, e o ganho de quem vendeu a viagem é indireto: vem da relação com um cliente que viajou protegido.
Como montar o preço da linha do seguro, passo a passo
A linha do seguro se monta em sete passos, na ordem em que o pacote é fechado.
- Cote pela viagem do pacote. Use as datas, os destinos e as idades dos viajantes que já estão no roteiro, e cote o plano para essa viagem, não para um pacote genérico.
- Escolha o plano pelo que a viagem pede. Atividades no destino, duração e perfil dos viajantes definem o escopo; o espaço que sobra no orçamento do pacote, não.
- Defina preço e comissão na emissão. Na Hero, isso se faz no Xavier, onde o parceiro controla o próprio preço e a própria comissão.
- Identifique a linha do seguro no orçamento. O cliente vê qual plano foi cotado e o preço dele. Se o pacote é oferecido por site, o Decreto nº 7.962/2013, do comércio eletrônico, manda discriminar no preço quaisquer despesas adicionais ou acessórias, “tais como as de entrega ou seguros” (Planalto, consultado em 2026-09-29).
- Informe a remuneração ao cliente. O montante vai ao cliente antes da contratação, como a norma do intermediário pede, e consta dos documentos da emissão.
- Formalize o seguro em documento próprio. A contratação do seguro tem registro próprio e apartado dos documentos da compra do pacote.
- Confira o anúncio contra o plano. Tudo o que o anúncio do pacote diz sobre o seguro tem de corresponder ao que o plano contrata.
Quando a viagem muda, a linha muda junto: nova data, novo destino ou um viajante a mais pedem nova cotação, e a linha se atualiza pelos mesmos passos.
O que o anúncio do pacote obriga?
Obriga quem anuncia. Pelo art. 30 da Lei nº 8.078/1990, o Código de Defesa do Consumidor, “Toda informação ou publicidade, suficientemente precisa, veiculada por qualquer forma ou meio de comunicação com relação a produtos e serviços oferecidos ou apresentados, obriga o fornecedor que a fizer veicular ou dela se utilizar e integra o contrato que vier a ser celebrado” (Planalto, consultado em 2026-09-29). E, se o fornecedor recusar cumprimento à oferta, apresentação ou publicidade, o art. 35 dá ao consumidor a escolha de “exigir o cumprimento forçado da obrigação, nos termos da oferta, apresentação ou publicidade”.
Na prática, um anúncio de pacote que diz “com seguro viagem” e descreve a proteção com precisão passa a fazer parte do que foi vendido. Por isso o anúncio descreve o seguro como o plano cotado o descreve, sem ampliar cobertura para caber no apelo comercial. A forma segura é tratar anúncio e documentação como a mesma informação em dois lugares: o cliente confere coberturas, limites e exclusões nos documentos contratuais do plano, e a agência mantém publicidade e documentação consistentes entre si.
O que dá errado na hora de cobrar?
O primeiro erro é o peso fixo sobre o pacote: ele cria um preço de seguro que acompanha o hotel e o aéreo, e não a viagem que o seguro protege.
O segundo é escolher o plano pelo orçamento. Retirar do escopo o que a viagem pede, como a atividade que o cliente vai fazer no destino, troca proteção por um número menor, e a troca precisa ficar clara para o cliente, por escrito.
O terceiro é formalizar tudo num documento só. O seguro tem documento próprio e apartado, e juntar os registros vai contra o que a norma pede.
O quarto é anunciar mais do que o plano contrata. Uma frase genérica como “viaje protegido de tudo” não corresponde a nenhum plano, e o que o anúncio diz com precisão integra o contrato.
O quinto é omitir a remuneração: o intermediário informa ao cliente o montante dela antes da aquisição, e quem a deixa de fora do orçamento descumpre o que a norma pede.
Como escolher com quem operar?
Para montar a linha do seguro com rapidez, a ferramenta de emissão pesa ao lado da remuneração. Três critérios ajudam a comparar fornecedores. O primeiro é a autonomia sobre preço e comissão na emissão, que permite ao parceiro formar a linha sem pedir exceção. O segundo é a integração com a operação da agência: plataforma, WhatsApp ou API, conforme o tamanho e o sistema de quem vende. Segundo o Segs, o Agente Xavier, integrado ao WhatsApp, interpreta textos, áudios e imagens e, nos testes da própria Hero, gerou ganho médio de 60% na eficiência de cotação e emissão (Segs, 27/07/2026, consultado em 2026-10-01). O terceiro é o suporte ao parceiro: a Hero oferece supervisão comercial e a Hero Academy, formação em vendas e empreendedorismo.
O argumento completo para o canal está em vale a pena vender seguro viagem, e a forma como a Hero chega ao viajante pela rede de parceiros, em B2B2C: como a Hero chega ao viajante.
A Hero reúne mais de 4 milhões de clientes (Hero, release de 29/08/2026), é distribuída prioritariamente por mais de 5 mil agências de viagens e corretores parceiros (Hero, release de 29/08/2026) e tem cerca de 15% do mercado brasileiro de seguro viagem (Hero, release de 29/08/2026). No seguro viagem, a Ezze Seguros emite as novas apólices e garante os riscos, enquanto a Hero cuida da tecnologia, da distribuição e da jornada de atendimento e assistência.
Perguntas frequentes
Dá para cobrar o seguro viagem como um percentual do pacote?
Não é o caminho. O preço do seguro sai da cotação da viagem, pela duração, pelo destino, pela idade de cada viajante e pelo escopo do plano, e não do valor do hotel ou do aéreo. Um peso fixo sobre o total faz o seguro subir ou descer por motivos que não estão entre os fatores da cotação.
Quem define o preço do seguro viagem vendido no pacote?
Na Hero, o parceiro controla o próprio preço e a própria comissão dentro do Xavier, a plataforma de cotação e emissão para agentes e corretores. O ponto de partida é sempre a cotação da viagem, que varia por duração, destino e idade.
O seguro viagem vendido com o pacote precisa de documento separado?
Precisa. O parágrafo único do art. 13 da Resolução CNSP nº 431/2021 exige que a formalização da contratação do seguro se dê por documento próprio e apartado dos documentos relacionados à aquisição do bem ou serviço. O seguro pode ir junto na venda, mas a contratação dele se formaliza à parte.
O que o anúncio do pacote precisa dizer sobre o seguro?
O que ele disser com precisão integra o contrato: pelo art. 30 da Lei nº 8.078/1990, a publicidade suficientemente precisa obriga o fornecedor que a veicula. Por isso o anúncio descreve o seguro como o plano cotado o descreve, e o cliente confere coberturas, limites e exclusões nos documentos contratuais.
Onde entra a comissão do parceiro nessa conta?
A comissão de seguro viagem na Hero é de até 60%, conforme o perfil do parceiro e as especificidades do seguro vendido (Hero, 08-2026), e é paga em até 15 dias. Pela norma do intermediário, o montante da remuneração é informado ao cliente antes da aquisição do seguro, e o viajante decide pelo que o plano contrata.
Em resumo
- O preço da linha do seguro no pacote é o preço do plano cotado para a viagem, e não um peso fixo sobre o total.
- A cotação reflete duração da viagem, destino, idade de cada viajante e escopo do plano; na Hero, o parceiro controla preço e comissão no Xavier.
- A contratação do seguro vendido com o pacote se formaliza em documento próprio e apartado dos documentos da compra.
- O que o anúncio do pacote diz com precisão sobre o seguro integra o contrato, e anúncio e documentação dizem a mesma coisa.
- A contratação do seguro viagem acontece com uma agência de viagens ou um corretor parceiro Hero, ou pelo site da Hero.
Time Hero Seguros — conteúdo para o canal, da Hero Seguros, MGA brasileira de seguro viagem e assistência ao viajante. Atualizado em setembro de 2026.