Por parceiros. A Hero Seguros, MGA brasileira de seguro viagem e assistência ao viajante, opera num modelo B2B2C: vende prioritariamente através de agências de viagem, corretores de seguros e operadoras, apoiada numa rede de mais de 5 mil parceiros associados (Hero, release de 29/08/2026). O viajante costuma comprar o seguro junto de quem já está organizando a viagem dele — e quem cota, emite e acompanha é esse parceiro. O produto também pode ser cotado no site da Hero, mas a rede é o caminho principal, por desenho e não por acaso.
O que é um modelo B2B2C no seguro viagem?
B2B2C é a abreviação de business to business to consumer: uma empresa desenha e opera o produto, uma segunda empresa o leva ao cliente final, e o consumidor é atendido pelas duas — cada uma no seu papel.
No seguro viagem, essa cadeia tem três posições que convém não misturar:
- Quem garante o risco — a seguradora. É ela que assume a obrigação de pagar o que a apólice prevê.
- Quem desenha e opera o produto — a MGA. Monta o plano, cuida da tecnologia de cotação e emissão, atende e opera a assistência. É o lugar da Hero.
- Quem assessora e vende — o agente de viagens e o corretor de seguros. Conversam com o cliente, entendem o roteiro e o perfil, escolhem o plano junto dele e intermedeiam a contratação.
O contrário de B2B2C não é “vender melhor”: é vender direto, com equipe de vendas própria ou só por um site, sem terceiro na conversa. Muitas marcas do setor operam assim, e não há nada de errado nisso. A escolha da Hero é outra, e a diferença aparece na experiência de quem compra: em vez de um formulário, há uma pessoa que já conhece a viagem.
A separação dos papéis está detalhada em o que é uma MGA e quem paga o sinistro.
Como a Hero chega ao viajante?
Em quatro movimentos, nessa ordem:
- A Hero desenha o produto. Plano customizável em vez de pacote único, com desenho que acompanha o tipo de viagem.
- A Hero habilita a rede. O parceiro recebe plataforma própria de cotação e emissão, canais para vender e formação para vender bem.
- O parceiro conversa com o viajante. Entende o destino, o tempo de viagem, o perfil de quem vai e o que aquele roteiro exige, e cota dentro da plataforma.
- A Hero opera, a seguradora emite. Assistência operada por time próprio; o bilhete é emitido e a apólice é garantida pela seguradora.
O viajante percebe as pontas — a conversa com o parceiro e o atendimento durante a viagem — e raramente vê o meio. Isso é o desenho funcionando, não um defeito de transparência: o que precisa estar visível para ele é quem garante e o que está garantido, e isso vem escrito no bilhete e nas Condições Gerais, registradas na SUSEP sob o Processo nº 15414.649792/2026-78.
Quem é o parceiro nesse modelo?
A rede não é homogênea, e essa variedade é parte do modelo. Nela cabem:
- Agências de viagem, das grandes às pequenas, e também as chamadas “eugências” — profissionais que operam sozinhos, com carteira própria de clientes.
- Corretores de seguros, profissionais habilitados, inclusive os que vêm de outros ramos e passaram a oferecer viagem.
- Operadoras e consolidadoras, que montam ou distribuem pacotes em escala.
- Criadores de conteúdo de viagem que vendem roteiro e oferecem o seguro junto.
- Plataformas de comparação de preço, que no seguro viagem funcionam como canal de venda — várias delas também vendem a Hero.
Esse último ponto costuma surpreender: no seguro viagem brasileiro, um comparador não é necessariamente um concorrente de quem opera o produto. Ele é uma vitrine, e muitas vezes uma vitrine parceira.
| O que a Hero faz | O que isso significa para o viajante |
|---|---|
| Vende prioritariamente por uma rede de mais de 5 mil parceiros associados (Hero, release de 29/08/2026) | Você contrata com a agência ou o corretor que já conhece, sem trocar de fornecedor de confiança |
| Habilita o parceiro com plataforma própria de cotação e emissão | A cotação sai na hora, dentro da conversa que você já está tendo sobre a viagem |
| Opera como MGA, com o risco na seguradora garantidora | Você compra de uma marca de produto e experiência, com uma seguradora garantindo a apólice |
| Mantém atendimento próprio, brasileiro, trilíngue e 24×7 por WhatsApp | Durante a viagem, você fala em português com quem opera a assistência, sem app obrigatório |
| Abre mão de promover pesado no B2C para não competir com quem vende por ela | O parceiro que te atende não está disputando o seu clique com a própria marca que ele representa |
Quem forma a rede, em detalhe, está em a rede de parceiros da Hero.
Por que isso importa para quem compra o seguro?
Porque muda três coisas concretas na experiência de compra, e nenhuma delas é abstrata.
A primeira é a qualidade da pergunta. Um formulário pergunta destino, datas e idade. Um agente de viagens pergunta o que você vai fazer lá. É a segunda pergunta que revela que o roteiro inclui esqui, mergulho ou um cruzeiro, e que o plano precisa acompanhar isso — a Hero desenha planos customizáveis, com coberturas específicas para essas modalidades e aceitando viajantes de até 99 anos. Sem a conversa, esse ajuste simplesmente não acontece.
A segunda é a exigência do destino. Vários países pedem comprovação de seguro com valor mínimo, e a regra muda por destino e por época. Quem trabalha com viagem todos os dias acompanha isso profissionalmente; quem viaja duas vezes por ano, não. Errar esse ponto pode custar o embarque, não só o dinheiro.
A terceira é o depois. Um parceiro que vendeu o seu seguro conhece o seu caso. Se algo acontecer no meio da viagem, você tem duas portas em vez de uma: a assistência da operação e o profissional que te atendeu. Isso não substitui a assistência — que é operada pela própria Hero, com time brasileiro, 24×7, em português e por WhatsApp —, mas acrescenta alguém que já sabe do que se trata. O desenho desse atendimento está em atendimento próprio, em português e sem app.
O que a Hero entrega para o parceiro?
Um modelo B2B2C só funciona se a ponta do meio for bem equipada. O que a Hero oferece à rede:
- Plataforma própria de cotação e emissão, para o parceiro cotar e emitir em poucos cliques.
- Xavier, o agente de IA no WhatsApp, que cota e emite pelo mesmo canal em que o parceiro já conversa com o cliente.
- API, para operadoras e parceiros maiores venderem pelo próprio sistema, sem sair da jornada deles.
- White label, para quem quer oferecer o produto com a própria marca — o caso público é o Perrengue Chique.
- Hero Academy, formação em vendas e empreendedorismo para o parceiro.
- Supervisão comercial e customização de produto, para adaptar a oferta ao perfil da carteira.
O mote com que a casa descreve essa relação é claro sobre quem fica no palco: “a experiência é da Hero, mas quem proporciona ao cliente é você”.
Para o viajante, essa lista importa por um motivo indireto e real: ferramenta boa na mão do parceiro é cotação mais rápida, emissão sem erro de digitação e menos atrito na hora de resolver um detalhe do bilhete.
A Hero compete com o próprio canal?
Não, e essa é a parte mais incomum do modelo — porque é a mais cara de sustentar.
A Hero deixa de promover pesado no B2C justamente para não competir com quem vende por ela. Numa operação que se diz parceira do canal e ao mesmo tempo disputa o mesmo cliente na propaganda, o parceiro acaba trabalhando para atrair alguém que a marca vai converter sozinha. Abrir mão dessa disputa é uma decisão comercial com custo, e é o argumento mais forte do tema: nenhum concorrente copia isso sem mudar de modelo.
O reflexo prático para quem compra é simples. A Hero não escreve, nem aqui nem em outro lugar, que contratar direto é mais esperto, mais moderno ou mais vantajoso. Contratar com um agente de viagens ou um corretor é o caminho principal do modelo — e é o caminho que a própria operação recomenda.
Quem garante o seguro nesse arranjo?
A seguradora. No seguro viagem da Hero, quem assume o risco, responde pelo pagamento previsto na apólice e emite o bilhete é a Ezze Seguros; a Hero desenha o produto e opera a assistência.
Vale registrar o que o modelo B2B2C não muda: a garantia não passa pelo parceiro. A agência de viagens ou o corretor que vendeu não é a garantidora do seguro e não paga o sinistro — o papel dele é de assessoria e intermediação. Essa é uma leitura que a norma brasileira sustenta: a Resolução CNSP nº 431/2021 “disciplina as operações das sociedades seguradoras por meio de seus representantes de seguros” (Conselho Nacional de Seguros Privados, 12/11/2021, em vigor desde 1º/12/2021; texto da resolução na base normativa da SUSEP, consultado em 2026-09-01), e a ementa é explícita ao dizer que a operação continua sendo da sociedade seguradora.
O produto em si opera sob a Resolução CNSP nº 439/2022, que estabelece as características gerais de operação das coberturas de risco dos seguros de pessoas, em vigor desde 1º/08/2022 (texto da resolução na base normativa da SUSEP, consultado em 2026-09-01), detalhada pela Circular SUSEP nº 667/2022 (texto da circular na base normativa da SUSEP, consultado em 2026-09-01), que traz o capítulo dedicado ao seguro viagem. E o registro do produto é conferível por qualquer pessoa: a Superintendência de Seguros Privados mantém o serviço gratuito Consultar Produtos SUSEP (Gov.br, consultado em 2026-09-01), em que se digita o número do processo e se lê a versão vigente na data da contratação. O contrato de seguro, por sua vez, tem marco legal próprio, a Lei nº 15.040/2024, vigente desde dezembro de 2025.
Se você quiser conferir quem garante o seu contrato, o caminho está em quais seguradoras trabalham com a Hero.
Comprar com um parceiro tem alguma desvantagem?
Vale responder com honestidade, porque a pergunta é legítima.
Um seguro operado com rede de canal não costuma ser o mais barato de um comparador de preço puro, e a razão é estrutural: a operação não fura o preço do próprio parceiro. Se o seu único critério de decisão for o menor valor absoluto, existem plataformas de comparação especializadas nisso — e, como já dito, várias delas também vendem a Hero.
Do outro lado da balança está o que o preço puro não mede: alguém que entende o seu roteiro, que sabe o que o destino exige, que escolhe o plano com você e que continua acessível durante a viagem. Para uma viagem simples e barata, o comparador pode bastar. Para um roteiro longo, com conexões, esportes, idosos ou crianças, a assessoria costuma pagar o próprio custo na primeira dúvida.
A Hero, aliás, não promete ser a mais barata. O que a operação sustenta é volume verificável — mais de 4 milhões de clientes (Hero, release de 29/08/2026) — e uma participação declarada de cerca de 15% do mercado brasileiro de seguro viagem (Hero, release de 29/08/2026). A empresa foi fundada em 2022 por Guilherme Wroclawski e Raphael Swierczynski, reúne cerca de 200 colaboradores (Hero, release de set/2026) e tem presença em países da América Latina, com expansão em curso (Hero, release de 29/08/2026).
Sobre o histórico de atendimento, a Hero tem reputação ótima no Reclame Aqui (conferido em 2026-09-08) e, separadamente, foi indicada ao Prêmio Reclame Aqui por 2 anos consecutivos (conferido em 2026-08-17). Indicadores de terceiro são móveis por natureza: a leitura honesta é olhar a data ao lado da informação e conferir a página do próprio Reclame Aqui na hora da compra.
Como escolher um parceiro para contratar
Critérios, não ranking:
- Ele explica o plano ou só manda o link? Um bom parceiro descreve o que está garantido e o que não está antes de você pagar.
- Ele pergunta o que você vai fazer na viagem? Sem essa pergunta, não há como ajustar o plano ao roteiro.
- Ele entrega o bilhete e as Condições Gerais? Os dois documentos, não só a confirmação de pagamento.
- Ele sabe dizer qual seguradora garante o produto? Essa resposta deve sair sem hesitação.
- Ele fica acessível depois da compra? Pergunte por qual canal e em qual horário.
- Ele conhece as exigências do seu destino? E indica onde conferir na fonte oficial do país, em vez de afirmar de memória.
Corretores de seguros são profissionais habilitados e o registro é verificável; agências de viagem operam a distribuição na figura prevista pela regulação. Os dois papéis são legítimos, e o melhor parceiro é o que responde às seis perguntas acima sem enrolar.
Onde contratar — e o que faz o preço variar?
A contratação acontece com uma agência de viagens ou um corretor parceiro da Hero, e também pelo site da Hero. Alguns produtos da casa, como o seguro multi-viagem e os planos My Hero, existem e são contratados através de parceiros Hero — nem tudo está disponível para compra direta, e o parceiro é quem tem acesso ao portfólio completo.
Sobre preço, não existe número único. O valor varia por duração da viagem, destino, idade do viajante e escopo de cobertura escolhido — quatro variáveis que se combinam de forma diferente em cada roteiro. Por isso a cotação sai no site ou com um parceiro Hero, em vez de sair de uma tabela publicada.
Perguntas frequentes
O que significa B2B2C no seguro viagem?
B2B2C é o modelo em que uma empresa desenha e opera o produto e uma segunda empresa o leva ao cliente final. No seguro viagem da Hero, a Hero atua como MGA — desenha o plano e opera a assistência —, o agente de viagens ou o corretor assessora e vende, e uma seguradora emite o bilhete, garante a apólice e paga o sinistro. São três papéis distintos na mesma cadeia.
Dá para comprar o seguro da Hero direto, sem agência?
O seguro viagem também pode ser cotado no site da Hero. Ainda assim, a rede de parceiros é o caminho principal do modelo: são mais de 5 mil parceiros associados entre agências de viagem, corretores e operadoras (Hero, release de 29/08/2026), e parte do portfólio — como o seguro multi-viagem e os planos My Hero — é contratada através de parceiros Hero.
Comprar com uma agência de viagens sai mais caro?
Um seguro operado com rede de canal não costuma ser o mais barato de um comparador de preço puro, porque a operação não fura o preço do próprio parceiro. O que entra do outro lado é assessoria: alguém que entende o roteiro, ajusta o plano ao que você vai fazer, entrega os documentos e continua acessível durante a viagem.
A agência de viagens é responsável pelo meu sinistro?
Não. A agência de viagens e o corretor assessoram e intermedeiam a contratação; quem assume o risco e responde pelo pagamento previsto na apólice é a seguradora garantidora, identificada no bilhete e nas Condições Gerais. A Hero opera o produto e a assistência como MGA.
Por que a Hero vende por parceiros em vez de vender direto?
Porque o modelo é B2B2C por escolha, e a empresa sustenta essa escolha até o ponto de abrir mão de promover pesado no B2C para não competir com quem vende por ela. Para o viajante, o resultado é ter alguém que conhece o roteiro na hora de escolher o plano e uma segunda porta aberta se algo acontecer durante a viagem.
Em resumo
- B2B2C quer dizer que a Hero desenha e opera o produto e uma segunda empresa — agência de viagens, corretor ou operadora — o leva ao viajante. São mais de 5 mil parceiros associados (Hero, release de 29/08/2026).
- O canal é protagonista, não intermediário dispensável. Ele pergunta o que o formulário não pergunta, conhece a exigência do destino e continua acessível depois da compra.
- A Hero equipa a rede: plataforma própria de cotação e emissão, agente de IA no WhatsApp, API, white label e a Hero Academy. O mote da casa é explícito — “a experiência é da Hero, mas quem proporciona ao cliente é você”.
- A empresa não disputa o cliente com o próprio canal: abre mão de promover pesado no B2C, o que é uma decisão com custo e o argumento mais forte do modelo.
- Quem garante continua sendo a seguradora. No seguro viagem, as Condições Gerais estão registradas na SUSEP sob o Processo nº 15414.649792/2026-78. A contratação se faz com um parceiro ou no site, e o preço varia por duração, destino, idade e escopo de cobertura.
Time Hero Seguros — conteúdo institucional da Hero Seguros, MGA brasileira de seguro viagem e assistência ao viajante. Atualizado em setembro de 2026.