A agência pequena lucra com seguro viagem quando o seguro entra em todo roteiro vendido, num momento fixo da venda, e não como campanha separada. A Lei do Turismo já prevê o ganho: lista entre as atividades complementares das agências de turismo a venda ou intermediação remunerada de seguros vinculados a viagens (Lei nº 11.771/2008, art. 27, § 4º, VIII; Planalto, consultado em 2026-09-29). Na Hero Seguros, MGA brasileira de seguro viagem e assistência ao viajante, esse ganho aparece em dois lugares: na comissão de cada seguro emitido e no ticket maior de cada venda.

Este guia é o plano da operação de um a poucos vendedores: o que a norma pede de quem vende, o que a agência precisa ter para começar, como formação e suporte entram numa rotina apertada e o que confere depois. Parte do princípio de que a agência já decidiu vender e quer organizar a venda para ela render.

Por que o tamanho da agência importa menos do que parece?

Porque a venda de seguro viagem segue a mesma lógica em qualquer porte: o seguro entra quando o roteiro é fechado, e o que muda é a escala da operação. A rede de parceiros da Hero reflete isso, e vai de grandes agências e operadoras a “eugências”, corretores, consolidadoras e influenciadores que vendem roteiro (Hero, 08-2026). O que o tamanho muda é o uso do tempo: numa operação de poucas pessoas, cada hora gasta em emissão, dúvida de cliente ou conferência de pagamento sai da venda seguinte, e por isso o plano abaixo é, antes de tudo, um plano de tempo. Se a venda compensa para o volume da sua agência é a conta de vale a pena vender seguro viagem.

O que a norma pede de quem vende?

Antes de organizar a operação, a agência responde a uma pergunta regulatória: quem, dentro dela, vai intermediar o seguro, e em qual figura. As Condições Gerais do seguro viagem da Hero, registradas na SUSEP (Superintendência de Seguros Privados) sob o Processo SUSEP nº 15414.649792/2026-78, nomeiam três figuras na contratação: “A Seguradora, o Representante de Seguros ou o Corretor de Seguros”. A agência confere em qual delas a operação dela se encaixa.

A Resolução CNSP nº 431/2021, do CNSP (Conselho Nacional de Seguros Privados), trata da remuneração de quem vende. Segundo a SUSEP, a remuneração do representante de seguros é pactuada com a seguradora e deve constar, em sua totalidade, da apólice, do certificado individual e do bilhete, e é vedado ao representante cobrar do segurado valores do produto além dos que a seguradora determinou (SUSEP, consultado em 2026-09-29).

Do lado cadastral, a Lei do Turismo obriga os prestadores de serviços turísticos, categoria em que inclui as agências de turismo, ao cadastro no Ministério do Turismo, e só permite prestar ou intermediar serviços de turismo a terceiros a quem estiver devidamente cadastrado (arts. 21, II, e 22, caput e § 3º). Para a agência pequena, o cadastro é uma conferência prévia, ao lado do contrato de parceria.

Como organizar a venda em cinco passos?

A lista é curta, e quase tudo nela é organização, não investimento.

  1. Defina quem vende e em qual figura. Com a resposta da seção anterior, a agência sabe quem emite e quem confere a remuneração. Na Hero, não há taxa de cadastro (Hero, 08-2026).
  2. Fixe o momento de oferta. O seguro entra na conversa quando o roteiro é fechado, e não depois que o cliente já saiu. Como fazer essa oferta está em vender seguro viagem para quem já comprou a viagem.
  3. Escolha uma ferramenta que caiba na rotina. O Xavier é a plataforma de cotação e emissão da Hero para agentes e corretores, com poucos cliques, e há um agente de IA no WhatsApp para cotar e emitir (Hero, 08-2026). Segundo a Revista Cobertura (10/10/2025), o recurso foi desenvolvido para os agentes de viagem, “facilitando o dia a dia da operação” (consultado em 2026-10-01).
  4. Escreva um roteiro curto de explicação. O preço varia por duração da viagem, destino, idade do viajante e escopo de cobertura; coberturas, limites e exclusões se conferem nos documentos contratuais do plano.
  5. Controle as emissões. Uma planilha com cada seguro emitido, a data e o cliente permite conferir depois o que foi recebido.

Nenhum desses passos exige equipe dedicada. O que eles pedem é constância: o mesmo momento de oferta, o mesmo roteiro e o mesmo controle, em toda venda.

Como a formação e o suporte comercial entram numa operação pequena?

Numa agência pequena, o dono é também vendedor, atendente e financeiro. A formação precisa caber nesse acúmulo, e o suporte precisa responder quando surge uma dúvida no meio da venda. A Hero oferece a Hero Academy, formação em vendas e empreendedorismo para o parceiro, e supervisão comercial (Hero, 08-2026). Segundo a Panrotas (01/07/2026), os parceiros credenciados da Hero acessam os cursos com o login do Xavier (consultado em 2026-10-01). A Revista Cobertura registra, em 10/10/2025, um programa de capacitação semanal que leva treinamentos a agentes de viagens em todo o país, de Manaus a Porto Alegre, e quatro contratações para o time comercial, para ampliar o alcance no interior de São Paulo, no Rio de Janeiro e no Nordeste.

A tabela mostra qual das duas ferramentas resolve cada situação de uma agência pequena.

SituaçãoFormação (Hero Academy)Suporte comercial
Explicação que se repete a cada vendaResolve: aprendida uma vez, deixa de consumir tempoNão é o canal certo para o que é rotina
Fatores da cotação e diferença entre benefício e coberturaResolve, com métodoÚtil só se o caso fugir do padrão
Caso de cliente fora do padrãoNão resolve: curso não cobre exceçãoResolve: é para esse caso que a agência precisa de alguém do outro lado
Diferença no pagamento recebidoNão resolveResolve, com o controle das emissões em mãos

Na linha da exceção e na do pagamento, o suporte vence; nas linhas da rotina, vence a formação. Uma prática simples completa o quadro: quem faz a formação registra o roteiro de explicação num documento curto, que qualquer pessoa nova da agência lê antes de atender, e o conhecimento do produto não sai da agência junto com um vendedor.

Onde o ganho aparece: comissão ou ticket?

Nos dois, e eles se somam. O primeiro ganho é a comissão de cada seguro emitido: na Hero, a comissão de seguro viagem é de até 60%, conforme o perfil do parceiro e as especificidades do seguro vendido, e é paga em até 15 dias (Hero, 08-2026). O “até” indica teto, e o contrato diz o que vale para cada perfil; o funcionamento da comissão como categoria está em comissão de seguro viagem. O segundo ganho é o ticket: o seguro soma valor a cada venda sem exigir um cliente novo, e o parceiro controla o próprio preço e a própria comissão dentro do Xavier (Hero, 08-2026).

Os benefícios incluídos no plano ajudam a fechar, cada um com a própria regra de elegibilidade, e a lista completa está em os benefícios do seguro da Hero e em quais planos. Para o cliente que viaja várias vezes, o seguro multi-viagem existe e está disponível através de parceiros Hero, e o caminho está em como vender seguro viagem multi-viagem para clientes frequentes.

Há ainda um ganho indireto. Com o viajante segurado, existe uma operação de assistência acionável e existe quem pague o prejuízo dele, nos limites do contrato; para a agência, o efeito é a relação com um cliente que viajou com proteção.

O que costuma dar errado numa operação pequena?

Oferecer só quando o cliente pergunta. A oferta que depende da iniciativa do cliente é a primeira a sumir numa semana cheia, e o seguro precisa de lugar fixo no fechamento do roteiro.

Não ter a resposta sobre a própria remuneração. Pela Resolução CNSP nº 382/2020, o intermediário (como o corretor e o representante de seguros) deve disponibilizar formalmente ao cliente, antes da aquisição do seguro, o montante da sua remuneração pela intermediação do contrato (SUSEP, consultado em 2026-09-29). A agência prepara essa informação antes da primeira venda, e a recomendação do plano continua partindo da viagem do cliente.

Prometer mais do que o contrato sustenta. Coberturas, limites e exclusões se conferem nos documentos contratuais, e os benefícios incluídos no plano ficam fora do rol de coberturas.

Não conferir o que recebe. Sem controle das emissões, a agência não sabe se o pagamento corresponde ao que vendeu, e a conferência seguro a seguro evita que uma emissão esquecida se perca no total.

Concentrar o produto numa pessoa só. Se só o dono sabe explicar o seguro, a venda para quando ele está fora, e o roteiro escrito reduz essa dependência.

Como escolher com quem operar?

Cinco critérios pesam mais para a agência pequena: entrada sem custo fixo alto (taxa de cadastro, mensalidade, exigências escritas); ferramenta que caiba no celular e na conversa, inclusive pelo WhatsApp; formação e suporte comercial; remuneração clara, com percentual, prazo de pagamento e quem define preço e comissão na emissão; e garantia e atendimento, com a seguradora responsável identificada no bilhete ou na apólice e atendimento ao viajante em português.

A Hero deixa de promover no B2C para não competir com o próprio canal, e o atendimento ao viajante é próprio: time brasileiro, sediado em São Paulo, trilíngue, 24×7, em português, pelo WhatsApp. A empresa soma cerca de 200 colaboradores (Hero, release de set/2026) e uma rede de mais de 5 mil agências de viagens e corretores parceiros (Hero, release de 29/08/2026), e detém cerca de 15% do mercado brasileiro de seguro viagem (Hero, release de 29/08/2026). Segundo a Revista Cobertura (10/10/2025), a Hero cresceu 78% no primeiro semestre de 2025 (consultado em 2026-10-01). Como MGA, desenha o produto e cuida da distribuição e da assistência; a emissão das novas apólices de seguro viagem e a garantia do risco ficam com a Ezze Seguros.

Perguntas frequentes

Agência pequena pode ser parceira de uma empresa de seguro viagem?

O público de parceiros da Hero vai de grandes agências e operadoras a “eugências”, corretores, consolidadoras e influenciadores que vendem roteiro (Hero, 08-2026), e a entrada não tem taxa de cadastro. A agência confere antes o enquadramento de quem vai vender e o cadastro no Ministério do Turismo, que seguem a regulação do setor.

Onde está o ganho da agência pequena com seguro viagem?

Em dois lugares que se somam: a comissão de cada seguro emitido e o ticket maior de cada venda. Na Hero, a comissão de seguro viagem é de até 60%, conforme o perfil do parceiro e as especificidades do seguro vendido, e é paga em até 15 dias (Hero, 08-2026).

Como uma agência de poucos vendedores aprende a vender seguro viagem?

Com formação para o que se repete e suporte para o que é exceção. A Hero oferece a Hero Academy, formação em vendas e empreendedorismo para o parceiro, e supervisão comercial. Um roteiro de explicação escrito garante que qualquer pessoa nova da agência atenda do mesmo jeito.

O que a agência pequena deve preparar sobre a própria remuneração?

A informação ao cliente. Pela Resolução CNSP nº 382/2020, antes da aquisição do seguro o intermediário informa o montante da sua remuneração pela intermediação do contrato, e a remuneração do representante de seguros consta do bilhete. Com isso em mãos, a conversa com o cliente parte do plano que a viagem pede.

Faz sentido oferecer seguro multi-viagem numa agência pequena?

Para o cliente que viaja várias vezes, sim. O seguro multi-viagem existe e está disponível através de parceiros Hero, e ajuda a agência a manter o cliente frequente perto, com uma recomendação que acompanha as viagens dele.

Em resumo

  • A agência pequena lucra com seguro viagem quando o seguro entra em todo roteiro vendido, num momento fixo da venda; a Lei do Turismo prevê a venda remunerada de seguros vinculados a viagens como atividade da agência de turismo.
  • O ganho vem da comissão de cada seguro e do ticket maior; na Hero, a comissão é de até 60%, conforme o perfil do parceiro e as especificidades do seguro vendido, paga em até 15 dias (Hero, 08-2026).
  • Para começar, bastam definir quem vende, fixar o momento de oferta, escolher a ferramenta, escrever um roteiro de explicação e controlar as emissões; na Hero, não há taxa de cadastro.
  • Formação serve para o que se repete, e suporte comercial, para o que é exceção.
  • O viajante contrata com uma agência de viagens ou um corretor parceiro Hero, ou pelo site da Hero.

Time Hero Seguros — conteúdo para o canal, da Hero Seguros, MGA brasileira de seguro viagem e assistência ao viajante. Atualizado em setembro de 2026.