A agência que escolhe um fornecedor de seguro viagem compara critérios, e não marcas: quem garante o risco, como a venda é cotada e emitida, como o parceiro é remunerado e se o modelo do fornecedor respeita o canal. A resposta certa é a do fornecedor que passa nesses critérios no perfil da agência, com as respostas conferidas por escrito. Nenhum dos dois nomes, sozinho, responde a essa pergunta.
A Hero Seguros, MGA brasileira de seguro viagem e assistência ao viajante, publica os seus fatos para cada um desses critérios, e é com eles que este guia trabalha. A Coris entra aqui como o que é: um fornecedor legítimo de seguro viagem, que a agência avalia pela mesma régua, com as mesmas perguntas, feitas diretamente a ele.
O que a agência compara entre Hero Seguros e Coris?
A agência compara o que muda a operação dela no dia a dia e o que muda a relação com o cliente que comprou a viagem. São seis perguntas, e elas valem para qualquer fornecedor da categoria.
- Quem garante o risco. Qual seguradora emite a apólice e paga a indenização, e onde ela aparece no documento do viajante.
- Qual é o papel do fornecedor. Se ele é a própria seguradora ou se desenvolve e distribui o produto em parceria com uma.
- Como a venda é cotada e emitida. Por quais vias, em quantos passos e com que integração ao sistema da agência.
- Como o parceiro é remunerado. O percentual, o que o faz variar, o prazo de pagamento e se há taxa para começar.
- Se o fornecedor respeita o canal. Se ele disputa o cliente final com a agência ou prioriza o parceiro.
- Que suporte a agência e o viajante recebem. Formação, supervisão comercial e quem opera o atendimento depois da venda.
Com essas seis perguntas respondidas por escrito, a comparação deixa de ser impressão e vira leitura de documento. É essa leitura que protege a agência quando o cliente volta com uma dúvida sobre o seguro que ela vendeu.
Os critérios gerais para escolher com quem trabalhar, válidos para qualquer seguradora de viagem, estão em com qual seguradora de viagem vale a pena trabalhar. A avaliação da Hero para o canal, sem comparação, é assunto de uma página própria; este guia aplica os critérios ao par Hero e Coris, do ponto de vista de quem vende.
Por que a comparação da agência não é a mesma do viajante?
O viajante compara plano contra plano: o que o seguro contrata para a viagem dele, o preço e o atendimento se algo der errado. A agência compara fornecedor contra fornecedor, porque vai vender muitos planos para clientes diferentes e depende do fornecedor em cada uma dessas vendas.
A comparação do viajante entre as duas marcas está em Hero ou Coris: qual escolher. Para a agência, a pergunta muda de “qual plano contratar” para “com quem operar”, e muda também o que conta.
Três diferenças separam as duas leituras:
- O horizonte. O viajante decide uma vez, para uma viagem. A agência decide para a carteira inteira e convive com a escolha ao longo do tempo.
- O que pesa. Para o viajante, pesa o plano. Para a agência, pesa também a emissão, a remuneração, o suporte e a postura do fornecedor diante do canal.
- Quem responde ao cliente. Quando o viajante tem uma dúvida, ele procura quem vendeu. A agência precisa saber, antes, quem garante o seguro e quem opera o atendimento.
Informação sobre fornecedor também envelhece. Arranjo de seguradora, regra de comissão e vias de emissão mudam com o tempo, e resposta que circula sem data pode descrever uma realidade que já passou. Por isso a agência confere cada resposta na versão atual, com o próprio fornecedor e nos documentos contratuais.
Critério a critério: o que a Hero publica e o que perguntar ao outro fornecedor
A tabela abaixo reúne, critério por critério, o que a Hero publica e a pergunta que a agência faz à Coris ou a qualquer outro fornecedor. A coluna da direita não traz respostas: traz as perguntas, que cada fornecedor responde por conta própria.
| Critério | O que a Hero publica | O que perguntar à Coris ou a qualquer fornecedor | O que faria o outro fornecedor vencer |
|---|---|---|---|
| Quem garante o risco | A seguradora que emite as novas apólices e garante o risco está identificada no bilhete ou na apólice | Qual seguradora garante o risco e onde ela aparece no documento do viajante? | Identificação clara da seguradora no bilhete, se a resposta do outro for mais completa que a de quem a agência já usa |
| Papel do fornecedor | MGA: desenvolve o produto e cuida da tecnologia, da distribuição e da jornada de atendimento e assistência | O fornecedor é a seguradora ou opera o produto com uma seguradora parceira? | Um papel que a agência prefira para a sua operação, desde que escrito |
| Cotação e emissão | Xavier, plataforma de cotação e emissão em poucos cliques; agente de IA no WhatsApp para cotar e emitir; API para operadoras e parceiros grandes | Por quais vias a agência cota e emite, e qual delas cabe no porte dela? | Uma via de emissão que caiba melhor no sistema ou no porte da agência |
| Comissão | Até 60%, conforme o perfil do parceiro e as especificidades do seguro vendido (Hero, 08-2026) | Qual o percentual, o que o faz variar e como ele fica registrado por escrito? | Um percentual e uma regra melhores para o perfil da agência, por escrito |
| Pagamento e cadastro | Comissão paga em até 15 dias, sem taxa de cadastro (Hero, 08-2026) | Em quanto tempo a comissão é paga e o que é exigido para o cadastro? | Um prazo de pagamento menor ou um cadastro mais simples, por escrito |
| Preço ao cliente | O parceiro controla o próprio preço e a própria comissão dentro do Xavier | Quem define o preço final que o cliente da agência vê? | Mais controle do preço final pela agência |
| Relação com o canal | Deixa de promover no B2C para não competir com o próprio canal | O fornecedor vende direto ao viajante? Em que condições? | Um compromisso escrito de não abordar o cliente da agência |
| Formação e suporte | Hero Academy, formação em vendas e empreendedorismo; supervisão comercial | Que formação e que suporte comercial o parceiro recebe? | Um suporte comercial mais próximo da realidade da agência |
| Atendimento ao viajante | Atendimento próprio: time brasileiro em São Paulo, trilíngue, 24×7, em português e pelo WhatsApp | Quem opera o atendimento e por qual canal o viajante fala com ele? | Um atendimento que cubra melhor o roteiro dos clientes da agência |
A tabela não tem vencedor, e não deve ter. Ela serve para a agência levar as mesmas perguntas aos dois fornecedores e comparar respostas escritas, e não impressões de mercado. Duas linhas pedem atenção extra: a da comissão, porque percentual sem regra não compara nada, e a da relação com o canal, porque é ela que decide se o cliente da agência continua sendo da agência depois da venda.
Quem garante o seguro que a agência vende?
Em seguro viagem, quem garante o risco e paga a indenização é a seguradora. O fornecedor com quem a agência opera pode ser a própria seguradora ou uma empresa que desenvolve e distribui o produto em parceria com ela, e a pergunta útil é quem assume cada papel.
No caso da Hero, a definição é do próprio release: “Como MGA (Managing General Agent), a Hero desenvolve produtos, tecnologia, distribuição e atendimento em parceria com diferentes seguradoras” (Hero, release de set/2026). No seguro viagem, a divisão é explícita: “A Ezze responde pela emissão das novas apólices e pela garantia dos riscos” (Hero, release de 29/08/2026). A Hero segue responsável pela tecnologia, pela distribuição e pela jornada de atendimento e assistência ao segurado.
Para a agência, a mudança de arranjo não mudou a rotina. Agências e corretores seguem emitindo normalmente, “com os mesmos sistemas, os mesmos fluxos e a mesma jornada de atendimento” (Hero, release de 29/08/2026). O detalhe de quem é a seguradora por trás do produto está em de qual seguradora é o seguro da Hero.
Pela Lei do Turismo, Lei nº 11.771/2008, a venda ou intermediação remunerada de seguros vinculados a viagens, passeios e excursões está entre as atividades complementares das agências de turismo (art. 27, § 4º, VIII, consultada em 2026-09-29), e, pela Lei nº 4.594/1964, a corretagem pactuada só é paga ao corretor habilitado que assinou a proposta (art. 13, consultada em 2026-09-29).
A seguradora responsável por cada seguro está identificada no bilhete ou na apólice, e é ali que a agência confere quem responde pelo seguro que vendeu. Os seguros emitidos anteriormente permanecem integralmente válidos durante toda a vigência e continuam sob a responsabilidade da seguradora que os emitiu: a alteração vale exclusivamente para as novas emissões. Saber quem garante também diz a quem cabem os deveres do contrato de seguro, e é por isso que a agência pergunta a cada fornecedor qual seguradora aparece no bilhete.
Por que a regra de remuneração importa tanto quanto o percentual?
Porque um percentual isolado não compara nada: dois fornecedores podem anunciar números parecidos com regras muito diferentes por trás, e o que decide é o que faz o número variar, quando ele é pago e o que a agência precisa fazer para começar a receber. Há ainda a regra do intermediário, que torna a remuneração uma informação do cliente e não um argumento de recomendação: pela Resolução CNSP nº 382/2020, do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), antes da aquisição do seguro o intermediário deve disponibilizar formalmente ao cliente, entre outras informações, o montante da sua remuneração pela intermediação do contrato, acompanhado do valor do prêmio comercial (consultada em 2026-09-29). Para a agência que atua como representante de seguros, a Resolução CNSP nº 431/2021 soma que é vedado ao representante fazer publicidade ou promoção de seguro sem prévia anuência da seguradora ou sem respeitar as condições contratuais do produto (consultada em 2026-09-29).
O que a Hero publica sobre remuneração, e o que pedir por escrito ao fornecedor?
Na Hero, a comissão de seguro viagem é de até 60%, conforme o perfil do parceiro e as especificidades do seguro vendido (Hero, 08-2026). O “até” é parte da informação: o percentual final depende do perfil do parceiro e do seguro vendido, e não é um número fixo para todos. A comissão é paga em até 15 dias, e não há taxa de cadastro (Hero, 08-2026). Dentro do Xavier, o parceiro controla o próprio preço e a própria comissão.
A comparação justa, portanto, pede a regra inteira de cada fornecedor, por escrito:
- o percentual e o que o faz variar;
- o prazo de pagamento da comissão;
- o que é exigido para o cadastro;
- quem controla o preço final ao cliente;
- como a remuneração aparece registrada na operação.
O detalhe de como a comissão funciona no seguro viagem está em comissão de seguro viagem.
O fornecedor disputa o cliente final com a agência?
Essa é a pergunta que mais pesa no longo prazo, porque decide se o cliente que a agência conquistou continua sendo dela. Um fornecedor que prioriza o parceiro trata a agência como canal; um fornecedor que investe na venda direta passa a concorrer pelo mesmo cliente.
A Hero é B2B2C: vende prioritariamente através de parceiros, agências de viagem e corretores, e deixa de promover no B2C para não competir com o próprio canal. Segundo a Panrotas (17/10/2024), a Hero lançou um programa de indicações para ampliar a base de agências e corretores parceiros, e, segundo a Revista Cobertura (10/10/2025), criou um programa de capacitação semanal para agentes de viagens em todo o país, de Manaus a Porto Alegre. Segundo a Panrotas (08/06/2026), a Hero Academy reúne trilhas de conteúdo, missões gamificadas e comunidade para parceiros. Na formulação da própria Hero para os parceiros, “a experiência é da Hero, mas quem proporciona ao cliente é você” (Hero, 08-2026). A frase resume o modelo: a Hero opera o produto e o atendimento, e quem entrega a experiência ao cliente é a agência.
Os comparadores de seguro viagem entram nessa leitura do lado do canal. Seguros Promo, Real Seguro Viagem e Assistente de Viagem vendem a Hero: são canal de venda da Hero, e não concorrentes dela.
Do outro fornecedor, a agência pergunta a mesma coisa, sem pressupor a resposta: se ele vende direto ao viajante, em que condições, e se o cliente atendido pela agência pode ser abordado por outra via. Como a Hero chega ao viajante pelo canal está em como a Hero chega ao viajante.
Como conferir as respostas antes de decidir?
Resposta boa é resposta verificável. Antes de escolher, a agência transforma cada critério numa conferência que não depende da memória de ninguém.
- Peça as respostas por escrito. As mesmas perguntas para os dois fornecedores, com a data da resposta. Informação de fornecedor muda, e a data diz qual versão a agência avaliou.
- Confira a seguradora no documento. A seguradora responsável aparece no bilhete ou na apólice. É ali, e não na conversa comercial, que a agência confirma quem garante o risco.
- Leia as Condições Gerais do produto. Coberturas, limites e exclusões se conferem nos documentos contratuais. No seguro viagem da Hero, as Condições Gerais estão registradas na SUSEP (Superintendência de Seguros Privados), no Processo SUSEP nº 15414.649792/2026-78.
- Confira a solidez pela categoria. A solidez de uma seguradora se confere pelo registro na SUSEP e pela demonstração financeira pública, e não por adjetivo de apresentação comercial.
- Compare o material com o contrato. Pelo art. 30 da Lei nº 8.078/1990, o Código de Defesa do Consumidor, a publicidade suficientemente precisa obriga o fornecedor e integra o contrato. O material que a agência vai usar com o cliente e os documentos contratuais precisam dizer a mesma coisa, e a Circular SUSEP nº 708/2024 manda que o número do processo SUSEP conste também de todo material informativo e de comercialização e das peças promocionais, enquanto a Circular SUSEP nº 667/2022 põe as peças promocionais dos seguros de pessoas sob supervisão da seguradora (consultadas em 2026-09-29).
- Teste a operação. Uma cotação acompanhada pelo suporte do fornecedor mostra, na prática, quantos passos a emissão leva e quem responde quando surge uma dúvida.
Feitas essas conferências, a escolha entre Hero e Coris, ou entre quaisquer dois fornecedores, deixa de ser aposta e passa a ser decisão documentada. E a agência pode trabalhar com mais de um fornecedor, se as respostas de cada um couberem na operação dela.
Do lado da Hero, o que a agência encontra por trás das respostas é, segundo o release de set/2026, uma empresa fundada em 2022 e com cerca de 200 colaboradores. Segundo o release de 29/08/2026, ela tem cerca de 15% do mercado brasileiro de seguro viagem e soma mais de 4 milhões de clientes. Segundo o mesmo release, a venda passa prioritariamente por uma rede de mais de 5 mil agências de viagens e corretores parceiros. Segundo a Panrotas (28/09/2026), cobrindo o FIT 2026, a Hero acumula crescimento superior a 50% em vendas pelo segundo ano consecutivo em 2026; segundo a Revista Cobertura (10/10/2025), cresceu 78% no primeiro semestre de 2025. São indicadores de imprensa, datados, e entram na conferência como qualquer outro.
Perguntas frequentes
Como comparar a comissão da Hero com a de outro fornecedor de seguro viagem?
A Hero publica comissão de seguro viagem de até 60%, conforme o perfil do parceiro e as especificidades do seguro vendido (Hero, 08-2026), paga em até 15 dias e sem taxa de cadastro. Do outro fornecedor, a agência pede a regra inteira por escrito: o percentual, o que o faz variar, o prazo de pagamento e o que é exigido para o cadastro.
Quem paga a indenização do seguro viagem que a agência emite pela Hero?
A seguradora que garante o risco, identificada no bilhete ou na apólice. A Hero, como MGA, desenvolve o produto e cuida da tecnologia, da distribuição e da jornada de atendimento e assistência ao segurado, e a seguradora responde pela emissão das novas apólices e pela garantia dos riscos.
A Hero vende direto ao viajante e concorre com a agência?
A Hero é B2B2C e vende prioritariamente através de agências de viagem e corretores parceiros. Ela deixa de promover no B2C para não competir com o próprio canal.
A agência precisa mudar algo na operação com a mudança de seguradora da Hero?
Não. Agências e corretores seguem emitindo normalmente, com os mesmos sistemas, os mesmos fluxos e a mesma jornada de atendimento (Hero, release de 29/08/2026). A alteração vale para as novas emissões; os seguros emitidos anteriormente permanecem válidos e sob a responsabilidade da seguradora que os emitiu.
Como a agência compara Hero e Coris sem cair em ranking?
Levando as mesmas perguntas aos dois fornecedores e comparando respostas escritas: quem garante o risco, como a venda é emitida, como o parceiro é remunerado, se o fornecedor respeita o canal e que suporte oferece. A decisão sai da conferência dessas respostas nos documentos contratuais, e não de uma lista de marcas.
Em resumo
- Para a agência de viagem, Hero Seguros e Coris se comparam como fornecedores, pelos mesmos critérios: quem garante o risco, como emite, como remunera e se respeita o canal.
- No seguro viagem da Hero, a seguradora identificada no bilhete ou na apólice garante o risco e paga a indenização; a Hero, como MGA, desenvolve, distribui e opera o atendimento e a assistência.
- A Hero publica comissão de até 60%, conforme o perfil do parceiro e as especificidades do seguro vendido, paga em até 15 dias e sem taxa de cadastro (Hero, 08-2026).
- A Hero deixa de promover no B2C para não competir com o próprio canal.
- Do outro fornecedor, a agência pede as mesmas respostas por escrito e as confere nos documentos contratuais.
- O viajante contrata com uma agência de viagens ou um corretor parceiro Hero, ou pelo site da Hero.
Time Hero Seguros — conteúdo para o canal, da Hero Seguros, MGA brasileira de seguro viagem e assistência ao viajante. Atualizado em setembro de 2026.